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[VEJA O VIDEO] Moradora de Armação teme novo alagamento após instalação de boca de lobo: “Vou ter que perder tudo de novo?”

Annie Lennox afirma que já perdeu móveis após alagamentos e questiona obra realizada na Servidão Bernadete de Jesus Severino; segundo ela, intervenção pode aumentar o risco de entupimento e levar água novamente para dentro de sua casa

Uma moradora do bairro Armação, em Penha, está cobrando providências do poder público diante do risco de novos alagamentos em sua residência. Annie Lennox afirma que já teve móveis danificados e prejuízos financeiros depois que a água invadiu sua casa e agora teme que uma nova intervenção na drenagem da rua provoque o mesmo problema.

Segundo a moradora, a região sofre com um grande volume de água durante as chuvas. Ela relata que a água desce pela via como um “rio” e que a instalação de uma boca de lobo, sem uma solução mais ampla para a drenagem e o escoamento, poderia resultar no acúmulo de barro e sujeira na tubulação.

“Uma boca de lobo não vai fazer nem cosquinha. A água passa pela rua inteira e vira um rio”, relata Annie.

Moradora diz que já perdeu móveis

Annie afirma que os problemas de alagamento já provocaram prejuízos anteriormente. Segundo ela, móveis precisaram ser descartados depois que a água entrou na residência.

A moradora conta que chegou a utilizar praticamente apenas a parte superior da casa após os episódios de alagamento e que precisou adquirir novamente itens como pia, geladeira e máquina de lavar.

Ela afirma ainda que uma obra realizada anteriormente teria amenizado o problema, mas não solucionado definitivamente a situação.

“Eu já tinha perdido móveis. A obra amenizou, mas não resolveu”, afirma.

Agora, a preocupação voltou com a implantação de uma nova boca de lobo na via.

“Vamos esperar dar problema?”

De acordo com Annie, o secretário municipal de Obras, João Plácido, esteve no local e conversou com ela sobre a situação. Ela reconhece que o atendimento foi educado e que o secretário demonstrou ter compreendido sua preocupação.

No entanto, segundo o relato da moradora, João teria informado que, como a estrutura já foi instalada, não poderia retirá-la naquele momento, mas que, caso surgissem problemas, ela poderia entrar em contato para que a equipe retornasse ao local.

A declaração provocou questionamentos por parte da moradora.

“Então vamos esperar dar o problema? Vamos esperar eu perder minhas coisas de novo?”, questiona.

Annie defende que a solução deveria considerar o sistema de drenagem como um todo, incluindo o calçamento da via e medidas para impedir que barro e outros materiais sejam carregados para as bocas de lobo e tubulações.

Bocas de lobo já estariam assoreadas

Outro ponto levantado pela moradora é a existência de estruturas de drenagem na parte inferior da rua Bernadette de Jesus Severino que, segundo ela, já estariam parcialmente tomadas por barro.

Na avaliação apresentada por Annie, a instalação de novas bocas de lobo em uma rua ainda sem pavimentação poderia aumentar o volume de sedimentos direcionados para a tubulação.

Ela também questiona se a intervenção foi precedida por uma avaliação técnica capaz de dimensionar o volume de água que desce pela via durante períodos de chuva intensa.

Moradora relaciona situação a conflito com vizinho

Além da questão da drenagem, Annie afirma enfrentar um conflito judicial com um vizinho e diz acreditar que a insistência pela instalação de estruturas de drenagem estaria relacionada a uma perseguição pessoal.

Segundo ela, a esposa do vizinho responde a uma ação envolvendo uma acusação de homofobia. Annie afirma que o processo aguarda decisão judicial.

A moradora, porém, diz que se sente pressionada e afirma que a situação tem provocado grande desgaste.

Prefeitura será questionada

A principal preocupação apresentada por Annie é evitar que a discussão só seja retomada depois de um eventual novo alagamento.

Ela questiona quem seria responsável pelos prejuízos caso a água volte a entrar em sua residência e novos móveis sejam perdidos.

“Se der problema, eu ligo. Mas se der problema é porque eu perdi meus móveis. Quem vai pagar?”, questiona.

A moradora também defende que o município avalie tecnicamente o sistema antes que ocorram novos danos.