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Proibido atender cliente? Comerciantes da orla se revoltam com truculência dos agentes de segurança de Piçarras

Divulgação

Limite de guarda-sóis gera polêmica e clientes deixam de ser atendidos

Um desabafo de um comerciante da orla de Balneário Piçarras a reportagem do OISC escancarou a satisfação de trabalhadores com regras impostas na faixa de areia.

Segundo ele, a fiscalização estaria limitando o número de guarda-sóis por estabelecimento, o que já estaria impactando diretamente o atendimento aos turistas.

De acordo com o relato, agentes da Secretaria de Segurança Pública e Trânsito (SMSP) estariam no local orientando e notificando os comerciantes.

A determinação seria clara: cada estabelecimento pode disponibilizar apenas 10 guarda-sóis na praia. Caso ultrapasse esse limite, o comerciante pode ser multado.

“Chegou a um ponto que eu tive que negar atendimento para um cliente que estava na minha frente. Ele queria sentar com a esposa, consumir, e eu não pude colocar um guarda-sol”, desabafou.

O comerciante afirma ainda que todos os equipamentos disponíveis estavam ocupados, o que impediria novos atendimentos, mesmo havendo demanda.

“Não tem guarda-sol vazio, todos estão sendo usados por clientes. Mesmo assim, não posso atender mais ninguém. Isso não faz sentido”, disse.

A situação tem gerado revolta entre os trabalhadores da região, que alegam prejuízo financeiro e risco de afastar turistas. “Que cidade é essa que impede o comerciante de trabalhar e ainda manda o cliente embora? É um absurdo”, questionou.

Outro ponto levantado é a acusação de que os comerciantes estariam cobrando consumação mínima para uso dos equipamentos — algo negado por eles.

“Isso é mentira. As pessoas consomem porque querem. Compram água, suco, água de coco… ninguém é obrigado”, afirmou.

Os profissionais pedem diálogo com o poder público e sugerem alternativas mais flexíveis, como permitir a abertura de novos guarda-sóis conforme a rotatividade de clientes.

“Se a família levanta, fecha o guarda-sol. Chegou outra, abre de novo. Simples. Mas do jeito que está, não tem condição”, explicou.

Enquanto isso, a polêmica segue repercutindo e levantando um debate maior: até que ponto a fiscalização organiza o espaço público — e quando passa a prejudicar quem vive do turismo?

A prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre as denúncias até o momento.