Início MUNDO Executiva é acusada de transfomar funcionário em “escravo sexual”

Executiva é acusada de transfomar funcionário em “escravo sexual”

Reprodução/redesocial
Uma executiva do banco JPMorgan Chase, identificada como Lorna Hajdini, tornou-se alvo de um processo judicial em Nova York após ser acusada por um funcionário júnior de assédio sexual, abuso racial e uso de drogas para cometer violência.
O caso veio a público no fim de abril e rapidamente ganhou repercussão.

A ação foi apresentada na Suprema Corte do Condado de Nova York por um homem que optou por manter sua identidade em sigilo, alegando ter recebido ameaças.

Segundo ele, os abusos começaram em 2024, pouco tempo depois de iniciar sua relação profissional com a executiva.

De acordo com o processo, Hajdini teria feito avanços sexuais constantes e indesejados, além de comentários de cunho sexual e racial.

O funcionário afirma que, ao recusar os convites, passou a sofrer intimidações diretas relacionadas à sua carreira dentro do banco.

O relato inclui episódios em que a executiva teria ameaçado prejudicar seu crescimento profissional caso ele não cedesse.

Em uma das situações descritas, ela teria afirmado que poderia “arruinar” sua trajetória e impedir promoções, chegando a dizer: “I f*cking own you” (“eu mando em você”), segundo o processo.

O autor também alega ter sido dopado em diversas ocasiões com substâncias conhecidas como “drogas do estupro”, o que agravaria a gravidade das acusações.

Em um dos episódios, ele afirma ter sido submetido a atos sexuais contra sua vontade.

Além disso, o processo menciona invasões de privacidade, como visitas não autorizadas à sua residência, acompanhadas de insultos raciais direcionados a ele e à sua esposa.

O funcionário afirma que tentou resistir às investidas, mas que a posição hierárquica da executiva tornava a situação insustentável.

O banco também foi citado na ação. O autor acusa a instituição de ignorar denúncias internas e, posteriormente, retaliar após ele formalizar a queixa.

Ele diz ainda ter recebido ligações anônimas com ameaças, o que teria agravado seu estado psicológico.

Em resposta, o JPMorgan Chase declarou ter conduzido uma investigação interna e afirmou não ter encontrado evidências que sustentem as acusações. Hajdini não se pronunciou publicamente. (Com informações NOTJornal)