Após ganharem carona da vítima, três homens roubaram o carro. O réu Meirisson de Moura confessou ter matado Débora estrangulada e jogado o corpo dela num matagal em Joinville

Meirisson de Moura, 23 anos, foi condenado em júri popular a cumprir 15 anos de prisão pela morte de Débora Custódio Arruda, de 56 anos. O crime foi cometido em Balneário Piçarras em maio de 2021.

Os outros dois réus acusados de envolvimento no crime Gabriel Nigris e Adriano Maciel foram inocentados pelo conselho de sentença na tarde desta terça-feira (21).

A pena inicial do réu foi de 18 anos de reclusão, mas a pena foi reduzida após a confissão do crime. Ele contou que havia cometido o assassinato a um pastor que o conduziu até a Polícia Civil. O corpo de Débora só foi achado dois meses depois do homicídio porque Meirisson dizia não se lembrar do local da desova.

Meirisson foi acusado pelo crime de homicídio qualificado, com agravante mediante à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima. O acusado cumprirá pena no Complexo Prisional do Vale do Itajaí, no bairro da Canhanduba.

O crime

Segundo a investigação policial, Débora deu carona para o trio de moradores de rua, e depois foi rendida pelos andarilhos. Inicialmente, havia suspeitas de que os três haviam cometido o latrocínio – roubo seguido de morte -, após entrarem no Crossfox da vítima na região norte de Piçarras. A cachorrinha da vítima, Duda, estava no carro com ela e também foi levada, mas teve a vida poupada e foi abandonada.

Depois de ganharem a carona, um deles acabou matando Débora estrangulada e jogando o corpo num matagal em Joinville. Após o assassinato, eles fugiram para o Paraná, onde o veículo e a cachorrinha foram abandonados próximo a Guaratuba. Mais tarde, Meirisson confessou a autoria do crime.