A cabeça de um tubarão mako foi encontrada em uma praia de Florianópolis. A parte do corpo foi encontrada por um casal de namorados que passeava em Ponta das Canas, no Norte da Ilha de Santa Catarina, no sábado (11)
A espécie, de nome científico Isurus oxyrinchus, está criticamente em perigo de extinção, de acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O biólogo e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Renato Freitas, especialista em tubarões e raias, disse que o mako “era razoavelmente comum, agora não tanto, mas ainda tem”.
Em relação ao fato de só a cabeça do tubarão ter sido encontrada, ele disse que “infelizmente tem muitos pescadores que acabam retirando esse animal da natureza, cortam a sua cabeça. A cabeça não é vendida, então acaba indo para a praia. Filetam esse animal, cortam as nadadeiras, vendem às vezes essas postas. Muitas pessoas consomem cação e acham que estão consumindo sei lá o quê, mas são tubarões, e muitos ameaçados de extinção”.
Espécie
O tubarão-mako se alimenta de atuns, marlins e outros tubarões, de acordo com o Projeto de Extensão do Laboratório de Biologia de Teleósteos e Elasmobrânquios da UFSC.
A espécie pode chegar a quase 90 km/h durante uma arrancada e manter uma velocidade de 50 km/h enquanto persegue uma presa.
Diferentemente da maioria dos outros tubarões, o mako consegue deixar o sangue mais quente do que a temperatura da água, mantendo os músculos aquecidos e prontos para a ação, além de permitir que esse tubarão possa explorar ambientes mais frios e profundos em busca de alimento.
O que fazer ao encontrar um animal marinho na praia
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola Estadual (Cidasc) divulgou orientações sobre como as pessoas devem proceder ao encontrar animais marinhos:
- evite contato direto com animais marinhos, principalmente lobos e leões-marinhos
- ao encontrar esses animais feridos ou descansando nos costões ou praias, não se aproxime
- se o animal estiver morto, avise a Cidasc pelo telefone 0800-644-9300 ou chame a Polícia Ambiental (g1)






