Início PIÇARRAS Vigilância Ambiental de Piçarras orienta moradores sobre combate ao caramujo africano

Vigilância Ambiental de Piçarras orienta moradores sobre combate ao caramujo africano

Agentes da Vigilância Ambiental estiveram na Rua Vereador Ludgero Figueiredo, no Centro de Balneário Piçarras, para orientar moradores sobre o combate ao caramujo africano após reclamações sobre o surgimento de dezenas de moluscos em terrenos baldios.

Segundo um morador que procurou a reportagem do Oiscnoticias, os caramujos teriam aparecido principalmente vindos de terrenos baldios próximos às casas. A situação gerou preocupação, sobretudo pelo risco dos moluscos invadirem as residências.

“Acabei improvisando e jogando sal para exterminá-los e evitar que outros surgissem e acabassem dentro da minha casa, já que estavam espalhados pelo muro”, relatou o morador.

No entanto, a Vigilância Ambiental alerta que essa prática é proibida e pode representar riscos à saúde e ao meio ambiente.

Espécie invasora e risco ambiental

O molusco conhecido popularmente como caramujo africano, cujo nome correto é caracol africano (Achatina fulica), é considerado uma espécie exótica e invasora no Brasil.

Ele foi introduzido ilegalmente no país no final da década de 1980 como alternativa ao escargot e atualmente está presente em quase todos os estados brasileiros.

Hermafrodita, o caracol africano possui alto potencial reprodutivo: pode se reproduzir a cada dois ou três meses, com fecundação cruzada, colocando em média 200 ovos por postura, mais de uma vez ao ano.

Os ovos, semelhantes a sementes de mamão, têm coloração branco-amarelada e ficam parcialmente enterrados. A expectativa de vida do animal varia entre 5 e 6 anos.

Orientações corretas de combate

A Vigilância Ambiental reforça que o controle deve ser feito de forma segura e responsável. As orientações repassadas aos moradores incluem:

  • Realizar a catação manual dos caramujos, utilizando luvas impermeáveis, evitando contato direto com os animais ou suas secreções;
  • Após a coleta, fazer o esmagamento dos caramujos de forma segura, reduzindo o risco de proliferação e reprodução;
  • Acondicionar os resíduos em sacos resistentes e bem fechados, evitando vazamentos;
  • Descartar o material no lixo comum, conforme orientação sanitária vigente;
  • Não utilizar sal, venenos ou produtos químicos, pois essas substâncias podem contaminar o solo e a água, além de representar riscos à saúde humana e de animais. Ao jogar sal, o caramujo libera muco que pode conter bactérias, fungos e vermes.

A Vigilância Ambiental de Piçarras também destaca a importância da manutenção e limpeza de terrenos baldios, apontados como focos recorrentes do problema, e orienta que a população acione o setor responsável sempre que identificar novos focos da espécie.