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Vídeos do depoimento do prefeito Douglas da Costa (PL) vazam em Barra Velha

Reprodução

Nas imagens, Douglas aparece abatido, e tanto ele como Mauro se reservam o direito de ficar calados

A sucessão de vazamentos de vídeos dos depoimentos de presos da Operação Travessia, em Barra Velha, e também de pessoas chamadas para dar depoimentos por conta da investigação do Ministério Público (MP-SC) acabou por acionar novamente o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), que nesta quarta-feira, dia 21, determinou novamente o sigilo nos dados do processo e da investigação.

Desde a semana passada, vídeos de depoimentos dos presos – como o próprio prefeito Douglas da Costa (PL) e do ex-secretário Mauro da Silva, do Planejamento – começaram a circular em aplicativos de mensagens como o WhatsApp.

Nas imagens, Douglas aparece abatido, e tanto ele como Mauro se reservam o direito de ficar calados. Os advogados de ambos – respectivamente, Wilson Pereira Júnior e Ricardo Wippel, aparecem também nas imagens.

O pedido para retomar o sigilo veio de um dos empresários citados no esquema de superfaturamento da ponte sobre o Rio Itajuba, que motivou as prisões de Douglas, Mauro e ainda Elvis Füchter, Osni Paulo Testoni e Osmar Firmo, além dos empresários Karlos Lemos, Celso Moreira Sobrinho e Adevanete Pereira dos Santos.

O empresário autor do pedido não foi denunciado e nem está preso – mas seu nome surgiu nos vazamentos. O pedido foi acatado pelo desembargador José Everaldo da Silva, que atua no processo da Travessia.

A operação

A operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do Ministério Público (MP-SC) ocorreu em 24 de janeiro, cumprindo os oito mandados de prisão e 22 de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça.

Entre as obras que seriam alvo de ação de organização criminosa, visando fraudes em licitações, desvios de materiais de construção, medições e aditivos fraudados e pagamento de propina já mapeado pelo Gaeco, estão a construção da ponte do Rio Itajuba e também a da sede da Unidade de Conservação do Parque Natural Municipal Caminho do Peabiru.

Por determinação do desembargador José Everaldo, foi fixado o bloqueio no valor de 32 milhões e 300 mil reais em bens somados dos oito envolvidos presos na operação. O desembargador ainda determinou a suspensão de todos os contratos firmados entre a Prefeitura de Barra Velha e a TEC Engenharia e a JAS Construtora Ltda., empresas envolvidas na denúncia. (Com informações Mzl10)