O caso de Muhammed Kendirci, na Turquia, chamou atenção para os riscos de ambientes com cultura de “brincadeiras” abusivas.
Quando o crime começou a ser noticiado na Turquia, autoridades policiais do país atrelaram o abuso a uma “brincadeira” que teria dado errado. Por isso, o caso tomou grande repercussão, especialmente nas redes sociais, condenando a fala.
Segundo a mídia local, dois jovens adultos teriam imobilizado Muhammed Kendirci, amarrando suas mãos, e abaixaram suas calças à força.
Em seguida, os suspeitos teriam violado o adolescente, inserindo uma mangueira conectada a um compressor de ar industrial em seu ânus. Eles ativaram a máquina, inserido ar pressurizado no corpo de Muhammed e causando danos graves a diversos órgãos internos.
Por sua vez, o parlamentar turco Suat Özçağdaş tomou parte nos comentários publicados online, afirmando que Muhammed foi “torturado enquanto trabalhava como aprendiz”. Além disso, o político criticou o fato de um adolescente de 15 anos estar trabalhando, e não na escola.
Caso semelhante em Campo Grande
Situação semelhante ocorreu em Campo Grande (MS) em 2017, onde um jovem de 17 anos morreu após sofrer agressão com compressor de ar em um lava-jato.
O Tribunal Superior do Trabalho determinou R$ 100 mil em danos morais coletivos e condenou os responsáveis a 12 anos por homicídio qualificado, destacando que práticas assim violam direitos humanos e normas de segurança. (Com informações Ric Mais)






