O assassinato de José Gabriel Silva de Oliveira, o “Bruxo”, dentro de uma igreja Assembleia de Deus, em Maceió, não foi apenas mais um homicídio. Foi uma execução calculada, feita com frieza e sem qualquer preocupação em ocultar o motivo real por trás da morte. Mas o que realmente está por trás dessa execução?
A morte não aconteceu por acaso. A vítima não entrou na igreja para cultuar. Entrou desesperada, em fuga, após ser atingida por disparos que já marcavam o começo de sua sentença.
Ferido, sangrando e sem alternativas, o Bruxo correu para dentro do templo na esperança de que os perseguidores parassem.
Mas os criminosos não apenas seguiram até ele invadiram o santuário, expulsaram todos os fiéis e completaram a execução diante do altar.
A polícia, que inicialmente tratou o caso como mais um homicídio, rapidamente percebeu que havia algo maior por trás.
Segundo o delegado Marcelo Rios, da DHPP, a investigação revelou que Gabriel tinha uma extensa ficha criminal, incluindo investigações por homicídios em bairros da região alta de Maceió, como o Chã da Jaqueira. O que parecia ser um crime de momento se encaixou em um padrão claro: retaliação.
Bruxo, de 22 anos, era velho conhecido da polícia. A ficha criminal dele não era de pequenos delitos envolvia assassinatos, execuções e disputas em áreas dominadas por facções.
As autoridades já ligam sua morte diretamente a essa trajetória. Ele não era alvo fácil. Era alvo marcado.
Segundo a apuração inicial, a motivação mais provável é que o crime tenha sido cometido por rivalidade, vingança ou acerto de contas por delitos previamente cometidos pela vítima.
Isso transforma a execução dentro da igreja não apenas em um ato extremo de ousadia, mas numa mensagem explícita: “não existe lugar seguro para quem está marcado para morrer.”
Após o crime, a equipe da DHPP colheu depoimentos, recolheu imagens de câmeras de segurança no entorno e confirmou que a ação foi de dois homens armados, que sabiam exatamente quem estavam procurando, exatamente onde atirar e exatamente o que queriam: finalizar uma dívida antiga.
O que mais chama atenção não é apenas o local uma igreja, no meio do culto mas o comportamento dos criminosos.

![{VEJA O VÍDEO] Ferrão reforça prazo até 30 de maio e abre seleção de projetos com até R$ 30 mil em Penha](https://oisc.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novo-Projeto-2026-04-30T174522.672-100x70.jpg)




