A presença de maquinário pesado em frente ao edifício de uma construtora, na região norte de Balneário Piçarras, anunciado como empreendimento “pé na areia”, gerou denúncia e revolta nas redes sociais.
Segundo relatos, os equipamentos da prefeitura estariam devastando a área de restinga localizada em frente ao imóvel, sem autorização ambiental, para dar lugar a construção de uma passarela (deck de madeira), valorizando ainda mais o empreendimento.
Imagens e vídeos compartilhados por moradores e ambientalistas mostram a movimentação de máquinas em uma área considerada sensível e protegida pela legislação ambiental.
A restinga exerce papel fundamental na proteção do litoral, ajudando a conter a erosão, preservar a biodiversidade e manter o equilíbrio do ecossistema costeiro.
De acordo com a denúncia, a intervenção no local levanta questionamentos sobre a legalidade da obra e o “corpo mole” do governo municipal quando o assunto é fiscalização.
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A situação motivou o acionamento do Instituto do Meio Ambiente de Balneário Piçarras (IMP). Em contato com a reportagem do Oinotícias, o presidente do órgão, Élton Teixeira, informou ter deslocado uma equipe para verificar a ocorrência in loco.
“Se tratava de acesso já existente para praia. Nenhuma informação ligada a construtora. Máquina da prefeitura realizou a regularização do acesso para continuar possibilitando que os equipamentos acessem a praia para limpeza, essa foi a constatação passadas na verificação feita pelos fiscais”, explicou Élton.
Denúncias são verificadas
Moradores cobram transparência e agilidade na apuração do caso, além da imediata interrupção de qualquer intervenção irregular.
Para ambientalistas, a destruição de áreas de restinga representa um grave retrocesso na proteção ambiental do litoral e pode abrir precedente para novas intervenções ilegais.
O IMP reforça que a população pode encaminhar denúncias e reclamações diretamente ao órgão ambiental por meio do WhatsApp: (47) 3345-3511.






