O início da obra de alargamento da orla de Balneário Piçarras provocou uma enxurrada de reações nas redes sociais e escancarou a divisão de opiniões entre os moradores, com predomínio de críticas ao que muitos dsconsideram prioridade nesse momento.
Embora a intervenção seja defendida por parte da população e do governo municipal como fundamental para o crescimento turístico e econômico da cidade, o evento de lançamento — marcado por fogos de artifício — gerou forte rejeição e críticas contundentes.
Entre os defensores da obra, comerciantes ressaltaram o impacto positivo esperado para a economia local. Um morador afirmou que há “muito mimimi” nas críticas e defendeu que a ampliação da faixa de areia vai aumentar o movimento na Beira-Mar, destacando que “a praia é o coração da cidade” .
No entanto, o tom predominante nos comentários foi de insatisfação. O uso de fogos de artifício para marcar o início da obra foi apontado como gasto desnecessário e símbolo de prioridades equivocadas.
“Foguetório pra início de obras?? Fala sério”, escreveu uma moradora, enquanto outra classificou a ação como “totalmente desnecessária”.
Além da crítica financeira, moradores denunciaram o desrespeito aos animais causado pelo barulho dos fogos.
“Deveria ser proibido fogos com barulho!!!!”, comentou uma internauta, que também lembrou que o município enfrenta problemas graves, como ruas esburacadas e falta de estrutura na saúde pública.
Para protetores e moradores sensíveis à causa animal, o episódio evidenciou a falta de empatia do poder público com cães, gatos e outros animais que sofrem com o estresse e o pânico provocados pelo foguetório.
A cobrança por investimentos em saúde foi outro ponto recorrente. Um comentário que ganhou destaque questionou diretamente a gestão municipal: “E a população precisando de um hospital aí não tem dinheiro”.
Também houve críticas à existência de obras inacabadas e à postura do prefeito. Uma moradora afirmou que ele “só quer tirar foto no início das obras e depois some” .
A desconfiança em relação à eficácia do alargamento também apareceu. Alguns lembraram que intervenções semelhantes já ocorreram outras vezes e que “o mar sempre vem buscar o que é seu”, levantando questionamentos ambientais e dúvidas sobre a durabilidade da obra .
A repercussão mostra que o início do alargamento da orla, anunciado como um marco para Balneário Piçarras, acabou trazendo à tona críticas antigas e novas insatisfações.
Para muitos moradores, o debate deixou de ser apenas sobre areia e turismo e passou a envolver prioridades públicas, respeito aos animais, meio ambiente e a forma como os recursos e ações do governo municipal são conduzidos.






