Bancada do PL diz que prefere aguardar decisão da Justiça e MDB – partido do prefeito preso – não se manifestou a nossa reportagem
O clima político esquentou em Balneário Piçarras após o vereador tucano João Forte divulgar uma nota pública afirmando que tenta instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar obras públicas do município citadas na Operação Regalo, do Ministério Público de Santa Catarina.
Segundo João Forte, o pedido foi protocolado junto das vereadoras Adriana Ana Fortunato e Dalva Teixeira dos Santos, por meio do Requerimento nº 044/2026.
A proposta da chamada “CPI das Obras Públicas” pretende investigar possíveis irregularidades em processos licitatórios, contratos administrativos, fiscalização, medições, pagamentos e aditivos relacionados às obras executadas pela Prefeitura.
De acordo com o parlamentar tucano, as suspeitas envolvem contratos citados na Operação Regalo, investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina.
João Forte também revelou dificuldade para conseguir o número mínimo de assinaturas necessárias para abrir oficialmente a comissão.
“Desde o final de semana, mantive diálogo com vereadores das bancadas do PL e do MDB na tentativa de obter a quarta assinatura necessária para a instauração da CPI. Contudo, até o presente momento, os parlamentares dessas bancadas optaram por não assinar o requerimento”, declarou.
PL diz que prefere aguardar decisão da Justiça
Após a repercussão do pedido de CPI, o Partido Liberal de Balneário Piçarras divulgou uma nota oficial afirmando que não é contrário à apuração dos fatos relacionados à Operação Regalo, mas defendeu cautela antes da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
O posicionamento foi assinado por Ângelo Margute, presidente municipal do partido.
Na manifestação, o PL afirmou que considera mais responsável aguardar os desdobramentos da Justiça antes de adotar um posicionamento favorável ou contrário à instalação da CPI.
O partido também declarou que entende que uma investigação parlamentar neste momento poderia gerar impactos negativos ao município, que atravessa um período considerado delicado.
Segundo a nota, o PL avalia que a abertura da comissão pode representar um “aproveitamento da atual fragilidade enfrentada pelo município”, além de comprometer o ambiente econômico, os investimentos e a geração de empregos na cidade.
A sigla ressaltou ainda que as investigações já estão sendo conduzidas pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, órgãos responsáveis por esclarecer os fatos e apontar eventuais responsabilidades.
Por fim, o partido afirmou que seguirá acompanhando os desdobramentos “com responsabilidade, respeito às instituições e compromisso com a população de Balneário Piçarras”.
O episódio amplia a tensão política no município e deve continuar movimentando os bastidores da Câmara Municipal nos próximos dias.







