Visitante afirma que passou horas no parque durante o feriado, não conseguiu aproveitar as atrações e critica falta de organização; família teria gasto mais de R$ 1 mil com ingressos e serviço adicional para evitar filas
O feriadão da Independência foi marcado por reclamações públicas de visitantes insatisfeitos com a experiência no Beto Carrero World, em Penha. Uma das mais revoltadas está era a turista Patrícia. Ela afirma ter enfrentado filas de várias horas e praticamente não conseguiu aproveitar as atrações do parque.
Segundo a visitante, a família viajou especialmente para comemorar o aniversário de 10 anos do filho e teria desembolsado mais de R$ 1 mil apenas com os ingressos, além da contratação de um serviço adicional, o Pass Fest, adquirido separadamente com a expectativa de reduzir o tempo de espera nas filas.
Mesmo com o serviço contratado, a turista contou a reportagem do OISC que encontrou filas consideradas muito acima do normal.
“Sempre fui lá, mas nunca como estava. Tava fora do normal, sério. Não andei em nenhum brinquedo”, relatou.
De acordo com ela, normalmente considera aceitável enfrentar filas de cerca de uma hora ou pouco mais durante uma visita ao parque. Porém, durante o feriado, a situação teria sido completamente diferente.
“Amo, vou lá, fico uma hora, às vezes um pouco mais. Sempre. Nas filas é aceitável. Mas ontem foi cinco horas, pra mais. Não tava normal.”
Até quem pagou para evitar filas enfrentou espera
Um dos pontos que mais revoltou a visitante foi o fato de, segundo ela, haver filas superiores a três horas mesmo para pessoas que haviam adquirido o serviço adicional para evitar as filas convencionais.
Ela afirma que a situação era tão fora do padrão que não poderia ser comparada simplesmente às filas comuns de parques de diversões em períodos de grande movimento.
“Eles estavam com furo à fila e, mesmo assim, a fila era mais de três horas. Tem muita gente falando que todos os parques têm fila, mas não estava… estava anormal o negócio.”
A turista também questionou a preparação do parque para o feriado prolongado, período em que normalmente há aumento significativo no número de visitantes.
“Não se organizaram para o feriado. Deviam ter pensado. Imagina, a pessoa paga caro, passaporte e tudo mais, e vira aquilo.”
Família precisou se separar para tentar aproveitar as atrações
Segundo a visitante, a situação também afetou diretamente a experiência da família. Ela conta que precisou utilizar conversas pelo WhatsApp com a filha para acompanhar a tentativa de aproveitar pelo menos uma das atrações.
De acordo com o relato, a filha teria conseguido entrar em um brinquedo somente horas depois de chegar à fila.
A família também teria precisado se dividir para tentar utilizar alguma atração, enquanto a turista afirma que não conseguiu aproveitar nenhum brinquedo.
“Eu tenho conversas com a minha filha que foi pra um brinquedo, que o único que ela conseguiu andar é meio-dia e conseguiu andar quatro horas da tarde no brinquedo.”
Ela afirma ainda que possui registros das conversas realizadas durante o período em que a família tentava administrar as filas e aproveitar alguma atração.
“Vergonhoso”
Para a visitante, a experiência acabou ficando muito distante do objetivo da viagem, que era proporcionar uma comemoração especial para o aniversário do filho.
“Mas veio visita de fora para comemorar aniversário de 10 anos do meu filho. Gasto de mais de mil de ingressos, mais o Pass Fest que pagamos separado para não ficar na fila e tinha fila. Vergonhoso.”
O relato reacende a discussão sobre a capacidade de atendimento e a organização do parque durante períodos de grande movimento.
Para a turista, não se tratava de uma fila considerada normal para um feriado, mas de uma situação que ultrapassou os limites aceitáveis para quem pagou caro pelos ingressos e por um serviço adicional.






