Tantos os migrantes quanto os eleitores jovens podem impactar a escolha dos novos representantes durante as eleições de 2026
Santa Catarina vive um “boom” no processo migratório. Dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), mostram que o Estado foi a unidade da federação com o maior saldo migratório no Brasil.
Entre 2017 e 2022, 503.580 pessoas chegaram à região, enquanto apenas 149.230 saíram, o que representa um saldo de 354.350.
E isso também impacta diretamente na política. Ao menos 609.206 eleitores de outros estados e também do exterior realizaram a transferência do domicílio eleitoral para Santa Catarina entre 2015 e 2025, conforme dados do TRE.
Conforme Carlos Valério Gerber Wietzikoski, coordenador de Gestão do Cadastro Eleitoral do TRE-SC, esse é um dos principais motivos que fizeram o eleitorado catarinense crescer nos últimos anos.
“Santa Catarina poderá receber para as eleições de 2026 mais de 1,1 milhão de novos eleitores, considerando todos aqueles que passaram a residir no Estado de Santa Catarina, principalmente na região do Litoral Norte de Santa Catarina, onde tem se observado o maior maior fluxo de transferência.
Temos casos de municípios como Palhoça, na Grande Florianópolis, em que pode atingir quase 60 mil novos eleitores, o que representa um acréscimo de quase 40% do eleitorado atual, caso todas as pessoas que lá residam decidam transferir para lá”, explica.
A maioria dos novos eleitores é do Sul do país. A liderança é em relação aos gaúchos, onde 170.401 dos eleitores do Rio Grande do Sul pediram a transferência para Santa Catarina






