Moradores reclamam de interdições sem aviso e dificuldades para circular pela cidade; Secretaria de Segurança Pública afirma que equipes atuam diariamente e multas para empresas podem chegar a R$ 15 mil
Balneário Piçarras vive um período de forte crescimento da construção civil, mas junto com as novas obras também aumentam as reclamações de moradores e motoristas sobre ruas ocupadas por caminhões, equipamentos e materiais de construção.
Segundo relatos e imagens feitas por moradores, algumas vias acabam sendo bloqueadas em diferentes horários do dia, causando lentidão no trânsito e transtornos para quem precisa circular pela cidade. Em determinados casos, moradores afirmam enfrentar dificuldades até mesmo para acessar os prédios onde residem.
A situação levantou questionamentos sobre a fiscalização das construtoras e sobre a forma como os bloqueios são realizados. A principal reclamação é de que algumas empresas não sinalizam adequadamente as intervenções e acabam ocupando as ruas sem considerar o fluxo de veículos e o acesso dos moradores.
Secretaria afirma que fiscalização ocorre diariamente
Procurada sobre a situação, a Secretaria de Segurança Pública de Balneário Piçarras informou que mantém equipes de fiscalização da área de Posturas durante todo o dia, justamente para acompanhar situações relacionadas às obras e à circulação de caminhões.
De acordo com a Secretaria, uma equipe atua das 7h às 13h, enquanto outra trabalha das 13h às 19h.
A orientação é que a população registre as irregularidades e encaminhe as informações diretamente à fiscalização de Posturas. Fotos com data e horário podem ajudar na identificação da ocorrência e na adoção das medidas necessárias.
Um dos exemplos citados pela Secretaria envolve caminhões de concreteiras. Caso um veículo derrame concreto ou outro material na rua, a situação pode ser denunciada à fiscalização.
Multas podem chegar a R$ 15 mil
A Secretaria também informou que as empresas que descumprem as regras podem ser notificadas e autuadas. Segundo o órgão, as multas começam em aproximadamente R$ 1,5 mil e podem chegar a R$ 15 mil, dependendo da infração e de situações de reincidência.
Ainda conforme a Secretaria, já foram aplicadas multas elevadas a empresas que voltaram a cometer irregularidades após serem notificadas anteriormente.
A fiscalização também chama a atenção para outro problema recorrente nas proximidades das obras: veículos estacionados de maneira irregular ou em locais proibidos. Nesses casos, a orientação é acionar a Polícia Militar.
Moradores querem equilíbrio entre obras e mobilidade
Apesar de reconhecerem a importância do crescimento da cidade e da construção de novos empreendimentos, moradores defendem que as obras sejam realizadas com organização e respeito à circulação.
A cobrança não é contra a construção civil, mas pela necessidade de planejamento, sinalização e fiscalização, principalmente em ruas de grande movimento.
A frase que resume a insatisfação de parte da população é direta:
“Cidade virada no alho. Não sinalizam e fecham a hora que querem.”
Com o avanço dos empreendimentos imobiliários, o desafio para Balneário Piçarras é conciliar o crescimento da construção civil com o direito de ir e vir de moradores, trabalhadores e motoristas.
A Secretaria de Segurança Pública reforça que denúncias acompanhadas de foto, data e horário podem facilitar a fiscalização e permitir que as empresas responsáveis sejam notificadas ou autuadas quando houver irregularidades.






