Hospital Marieta explicou que no caso específico do paciente de Piçarras, o centro cirúrgico atendeu ocorrências emergenciais sucessivas, o que ocasionou a necessidade de readequação da agenda
A denúncia de que um paciente ficou 21 horas em jejum aguardando uma cirurgia na perna, marcada para a manhã de domingo (1º) e teve o procedimento cancelado após horas de espera, gerou forte repercussão nas redes sociais.
O caso teria ocorrido no Hospital Marieta Konder Bornhausen, um dos principais hospitais públicos da região.
Depois da publicação da reportagem, dezenas de pessoas passaram a comentar na internet relatando situações semelhantes de demora no atendimento, jejum prolongado e dificuldades dentro da unidade hospitalar.
O internauta Rafael Stetter criticou a situação e pediu providências das autoridades.
“Tá mais que na hora de o Ministério Público fazer algo. Esse hospital tá uma vergonha. Pessoas sem atendimento adequado, pessoas morrendo por falta de atendimento”, escreveu.
Outro relato que chamou atenção foi o de Souza Kaio, que afirmou que sua mãe também teria passado mais tempo do que o recomendado sem alimentação antes de um procedimento.
Segundo ele, a paciente ficou mais de 24 horas em jejum, mesmo que o protocolo médico normalmente indique cerca de oito horas antes de cirurgias.
“Depois que acionei o conselho do idoso e a imprensa, fizeram o procedimento. Foi muito triste”, relatou.
Também houve comentários sobre pacientes aguardando atendimento por horas sem receber alimentação. A internauta Olivia Evaristo Domingues disse que chegou ao hospital pela manhã e só foi atendida no fim da tarde.
“Passei fome desde as 8 da manhã e fui atendida às 5 da tarde. Pedi almoço e falaram que só quem está internado pode receber”, afirmou.
Outros relatos apontam situações ainda mais graves. A internauta Karina Rodrigues Gonçalves comentou que o pai faleceu recentemente após permanecer horas aguardando atendimento.
“Meu pai ficou o dia todo em uma maca e precisava de cirurgia com urgência”, escreveu.
A repercussão também trouxe discussões sobre a sobrecarga da rede pública de saúde na região do Vale do Itajaí, já que o hospital atende pacientes de várias cidades do litoral norte catarinense.
Apesar das críticas, alguns usuários também defenderam a unidade. O paciente oncológico Andre Luiz Peixoto afirmou que recebeu bom atendimento durante seu tratamento.
“Pode melhorar, tem problemas como em todo lugar, mas para mim ajudou muito”, comentou.
O caso segue gerando debates nas redes sociais e aumentando a pressão por melhorias no atendimento e na estrutura da saúde pública da região.
O QUE DIZ O HOSPITAL
Em contato com a nossa reportagem, a assessoria de imprensa do Hospital Marieta Konder Bornhausen emitiu a seguinte nota:
“O hospital é referência em alta e média complexidade, e porta aberta para urgência e emergência. Com isso, a programação cirúrgica pode sofrer alterações conforme a gravidade dos casos atendidos. Procedimentos emergenciais com risco de vida têm prioridade, o que pode impactar cirurgias previamente agendadas.
Na data mencionada nesta reportagem, o centro cirúrgico atendeu ocorrências emergenciais sucessivas, o que ocasionou a necessidade de readequação da agenda.
No caso do paciente citado, a equipe médica informou que ele se recupera do primeiro procedimento e o tratamento evolui bem. Não há indicação de nova cirurgia por ora.”






