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Reajuste do IPTU em Itapema gera revolta e críticas à base governista na Câmara Municipal

Uma imagem que circula nas redes sociais tem provocado forte repercussão e indignação entre moradores ao acusar vereadores de Itapema da base governista de terem autorizado o prefeito a aumentar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) “quando bem entender”, sem limite definido e sem amplo debate público.

O material destaca a frase “Sem limite, sem debate, sem respeito” e apresenta fotos e nomes de sete parlamentares.

De acordo com a publicação, os vereadores citados são Irmã Rute, Lorita da ONG, João Vitor de Souza, Léo Cordeiro, Nei Sassaki, Jaison Simas e Márcio José da Silva, apontados como integrantes da base de apoio ao prefeito Alexandre Xepa na Câmara Municipal.

A mensagem sugere que uma decisão legislativa teria dado liberdade ao prefeito para promover reajustes no IPTU, o que intensificou críticas da população.

Nas redes sociais, a reação tem sido marcada por revolta e frustração. Moradores questionam a atuação dos representantes eleitos e cobram coerência entre a cobrança de impostos e a qualidade dos serviços públicos oferecidos.

“Uma vergonha pra nossa cidade. Votamos neles para nos representar, pra fazer o melhor pra população. Me diga onde isso é o melhor?”, diz uma das manifestações que acompanham a divulgação da imagem.

As críticas também apontam problemas estruturais do município. Segundo os comentários, a cidade enfrenta dificuldades na mobilidade urbana, ruas em estado crítico e falta de melhorias visíveis, o que torna ainda mais impopular qualquer discussão sobre aumento de impostos.

“A cidade de mal a pior, um caos na mobilidade, ruas em estado crítico, mas querer aumentar o IPTU eles querem”, afirma outro trecho que tem sido amplamente partilhado.

O IPTU é uma das principais fontes de arrecadação municipal, e alterações em suas regras costumam gerar debates intensos, sobretudo quando impactam diretamente o orçamento das famílias.

Especialistas defendem que reajustes tributários devem ser acompanhados de transparência, justificativas claras e diálogo com a população, especialmente em contextos de crise urbana e serviços deficitários.

Até ao momento, a imagem não apresenta detalhes como o número do projeto de lei, a data da votação ou os critérios técnicos que fundamentariam a autorização ao Executivo.

A ausência dessas informações oficiais reforça a cobrança por maior clareza por parte da Câmara Municipal e da Prefeitura, para que a população possa compreender o alcance real da medida e avaliar a atuação de seus representantes.