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Presidente da Câmara de Piçarras, Lucas Maia, é acusado de negligência mesmo após episódio grave com armas no plenário

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A crise na Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras se aprofunda e ganha contornos ainda mais alarmantes 

Parlamentares e lideranças partidárias acusam o presidente do Legislativo, vereador Lucas Maia (MDB), de negligência reiterada e irresponsabilidade administrativa, mesmo após um episódio extremo de violência ocorrido dentro do plenário da Casa. “É o reflexo do partido que cada um faz o que quer, sem comando”, comentou uma fonte.

De acordo com relatos feitos em plenário e documentos oficiais, um homem em aparente surto psicótico invadiu a 48ª Sessão Ordinária de 2025 portando um cajado, uma faca e um martelo, ameaçando vereadores, servidores públicos e cidadãos que acompanhavam a sessão.

A situação saiu completamente do controle e exigiu intervenção imediata da Polícia Militar, que precisou conter e algemar o indivíduo, além de acionar o SAMU para atendimento e encaminhamento ao Pronto Atendimento.

O episódio foi descrito por parlamentares como um “desastre”, que expôs de forma escancarada a fragilidade da segurança interna da Câmara.

Ofício protocolado e ignorado

Um dia após o incidente, foi protocolado o Ofício nº 052/2025, datado de 11 de dezembro de 2025, encaminhado diretamente ao presidente da Câmara, vereador Lucas Maia.

O documento, assinado por Ângelo João Margute, presidente do Partido Liberal (PL) de Balneário Piçarras, relata detalhadamente a gravidade do ocorrido e solicita providências urgentes.

No ofício, é destacado que o episódio colocou “a vida de todos em risco” e cobra o reforço imediato da segurança, especialmente durante as sessões ordinárias, para evitar novos incidentes e garantir a integridade física de vereadores, servidores e do público.

Apesar da formalização do pedido e da gravidade dos fatos, parlamentares afirmam que nenhuma medida efetiva foi adotada até o momento.

Acusação de reincidência e risco iminente

Segundo manifestações internas, esta não foi a primeira vez que situações de risco ocorreram na Câmara.

Parlamentares apontam que é a terceira vez que episódios graves acontecem, sempre sem resposta concreta da presidência.

“O ofício está aí, foi protocolado logo após o incidente. A polícia teve que agir, teve que algemar. Foi um desastre. E, mais uma vez, o presidente é negligente e irresponsável, colocando em risco vereadores e servidores”, afirma um dos denunciantes que prefere não ser identificado.

A avaliação é de que a omissão deliberada da presidência pode resultar em consequências ainda mais graves.

Vereadores alertam que, caso uma tragédia ocorra, a responsabilidade será direta da atual gestão do Legislativo, que foi formalmente alertada e optou por não agir.

Judicialização e Ministério Público

Diante da sequência de falhas, integrantes da própria Câmara confirmam que uma ação judicial e uma representação ao Ministério Público estão sendo encaminhadas.

O objetivo é apurar possível improbidade administrativa, omissão dolosa e descumprimento do dever legal de garantir segurança em prédio público.

O caso expõe um cenário de descontrole institucional no Legislativo de Balneário Piçarras e levanta uma pergunta inevitável: o que mais precisa acontecer para que providências sejam tomadas antes que vidas sejam perdidas?

A reportagem segue acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestação oficial do presidente da Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras.