Início PIÇARRAS Prefeitura de Balneário Piçarras paga aluguel de barracão abandonado na área rural

Prefeitura de Balneário Piçarras paga aluguel de barracão abandonado na área rural

Espaço locado por um ano para o funcionamento da compostagem nunca foi utilizado pelo município

Faz pelo menos oito meses que a Prefeitura Municipal de Balneário Piçarras paga aluguel de um barracão abandonado no meio do nada e sem qualquer condição de funcionamento.

O barracão localizado no interior do município, no Bairro Lagoa, está depredado com mato em volta e totalmente escuro. Em oito meses, a prefeitura já pagou R$ 16 mil pela locação do espaço que está desocupado e ninguém usa para nada.

O contrato firmado entre a Secretaria Municipal de Obras e o proprietário do imóvel Carlos Alberto Praça Júnior no dia 29 de setembro do ano passado tem prazo de um ano, ou seja, o dono do barracão receberá um total de R$ 24 mil dos cofres públicos.

A primeira cláusula do contrato de locação determina como finalidade da contratação do imóvel, com pouco mais de 100 metros quadrados, o funcionamento do processo de compostagem do Projeto Recicla Aí, que é coordenado pelo Instituto do Meio Ambiente de Balneário Piçarras (IMP). O problema é que a chamada “usina de compostagem” nunca saiu do papel.

Há suspeitas que o proprietário teria sido supostamente um dos financiadores de campanha do atual prefeito e o contrato de locação seria uma espécie de compensação pelo apoio político. As suspeitas também são reforçadas pela série de investimentos de melhorias que a prefeitura tem feito na localidade, enquanto outros bairros como o Itacolomi convivem com a poeira e a lama.

O OUTRO LADO

Procurada pela reportagem em fevereiro deste ano, a presidente do IMP, Rosemari Bona, explicou na época que o funcionamento da usina de compostagem ainda depende da reforma do espaço e das licenças ambientais. “A gente vai tocar a usina nesse local, onde funcionava a fábrica de palmito”, afirmou Rose, sem mencionar o prazo de início do projeto.