Início POLÍCIA Por WhatsApp, padrastro orientava mãe como torturar bebê com água fervendo

Por WhatsApp, padrastro orientava mãe como torturar bebê com água fervendo

Divulgação

Mensagens interceptadas pela Polícia Civil mostram que o casal Thiago Willians Gutian Leal e Ana Julia de Carvalho Neves, presos temporariamente por tortura e tentativa de homicídio contra uma criança de um ano, em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, trocava mensagens sobre episódios de violência contra o menino.

Em uma das conversas, segundo a investigação, Leal orienta Ana a afogar o próprio filho em uma bacia com água quente, durante um intervalo de cinco minutos.

Casal está preso desde segunda-feira

O casal está preso desde segunda-feira (31/8), por suspeita de tortura e tentativa de homicídio contra um menino de um ano. A vítima é filho de Ana.

As investigações sobre o caso começaram em junho. Na época, o menino deu entrada em um hospital com ferimentos que, inicialmente, teriam sido atribuídos a uma queda.

A criança sofreu traumatismo craniano. Na ocasião, Ana e Leal, padrasto do menino, alegaram que a criança havia caído da cama.

No entanto, exames constataram outras lesões pelo corpo do menino. A criança permaneceu internada por cerca de um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da região.

Polícia apreendeu medicamentos e outros objetos

A Justiça decretou as prisões temporárias de Ana e Leal. O casal foi localizado e preso por policiais da Delegacia Central de São João da Boa Vista.

Também foram cumpridas ordens judiciais de busca e apreensão relacionadas à investigação.

Durante as diligências, a polícia localizou medicamentos controlados, uma colher de madeira, uma máquina de choque, uma arma falsa, algemas, celulares e uma bacia plástica.

Mensagens relatariam diferentes formas de violência

Segundo a Polícia Civil, Leal trabalha como segurança particular. Em mensagens enviadas à companheira Ana, mãe do menino, ele teria orientado que ela afogasse a criança em uma bacia com água quente.

Conforme o levantamento policial, os atos deveriam ocorrer de maneira contínua, durante um intervalo de aproximadamente cinco minutos.

As conversas entre o casal, que possui uma diferença de 13 anos de idade, também mencionariam outras formas de violência contra o menino.

Entre elas, estariam a administração de sedativos de tarja preta para fazer com que a criança dormisse rapidamente e a obrigação de fazê-la caminhar exaustivamente dentro do imóvel do casal.

Criança teria sido sufocada e agredida

A investigação também aponta que o casal sufocava o menino quando ele chorava, além de trancá-lo nu dentro do banheiro.

Ainda segundo a polícia, a criança teria sido castigada com golpes na sola dos pés e nas nádegas, utilizando uma colher de madeira.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e os suspeitos permanecem presos temporariamente à disposição da Justiça. (Com informações Metrópoles)