Moradores reclamam da falta de infraestrutura e de saneamento básico

Foto: Reprodução/Diarinho

Prefeitura alega que município passa por momento “atípico” pelas chuvas de dezembro

Moradores do bairro Gravatá, em Navegantes, denunciam a falta de infraestrutura no bairro. Problemas como falta de água, inexistência de tratamento de esgoto, ruas inacabadas ou em obras, calçamento irregular ou até com falta de calçamento, em alguns casos, são recorrentes. As informações estão no site do jornal Diarinho.

Falta fiscalização com relação às ligações de esgoto na rede pluvial, o acúmulo de lixo, restos de construção civil e todo tipo de descarte é feito em terrenos baldios, o que segundo moradores, passa despercebido pelo poder público, embora os setores responsáveis da prefeitura já tenham sido informados por diversas vezes dos problemas.

Com chuva a situação fica insustentável na rua Onofre Joaquim Rodrigues, já na primeira quadra a partir da beira-mar. As bocas de lobo estão todas entupidas e não há escoamento da água das chuvas. E quando não há chuva, esse acúmulo de água causa mau cheiro e proliferação de insetos.

“Não basta a quantidade de água… temos bombas subterrâneas que deveriam jogar o excesso de água para uma das várias bocas de lobo da rua, mas elas estão entupidas e isso impede o escoamento. Aí ficamos com o último andar de garagem e os poços dos elevadores inundados”, relata a síndica do condomínio San Martin Marli Lizandro Pereira.

Ela conta que o setor de obras da prefeitura foi chamado para tentar resolver o problema  mas a comunidade não foi atendida. “Aliás, o condomínio recebeu uma multa por jogar para a rua a água em excesso dos porões”, informa.

Segundo outros moradores da mesma rua, este problema vem ocorrendo há vários anos. “Não são só as águas pluviais. As obras na região estão acabando com as ruas [já precárias]. É uma situação recorrente sem uma resolução”, destaca Carlos Guilherme.

E quanto mais próximo está da Radial Ivo Silveira, pior fica a situação. “Temos mosquito, moscas e pernilongos, além de ratos que se criam nas imediações da vala. Até escorpiões já foram vistos por aqui”, completa a comerciante da rua José Lino Rocha.

Marli reclama também da constante falta de água no bairro e da má qualidade. “Ou não tem água nas torneiras ou, quando o abastecimento retorna a água chega com uma cor amarela, com cheiro ruim e aspecto pior ainda”, acrescenta Marli.

“Cenário atípico”

O secretário de Obras de Navegantes Roberto Melentino Ferreira credita os problemas ao momento “atípico” em função das constantes chuvas.

“Entendo o desconforto causado a população, onde tem-se que conviver momentaneamente fora da normalidade que tínhamos antes da chuva. Estamos usando os recursos disponíveis seja de mão de obra, equipamentos, orçamento financeiro, onde focamos na limpeza urbana [recolhimento de entulhos] e recuperação de vias. Com certeza não atendemos em 100% a população, mas os pontos críticos tiveram a atenção de devida”, pontua o secretário. Roberto acrescenta que o bairro Gravatá foi o mais atingido.

Com relação a ruas inacabadas, ele garante que há no momento apenas a rua Waldemar Krieger, que em função das chuvas, o cronograma sofreu atraso. “Porém, na próxima semana já teremos esta rua concluída. A obra recebeu toda tubulação de drenagem nova. Já o secretário Valério Campos, do Saneamento básico, não retornou à reportagem até o fechamento desta matéria.

Carlos Guilherme diz que neste ano, por conta das chuvas volumosas, os incidentes apenas aumentaram, mas que na verdade sempre existiram. “Os problemas se agravam a cada chuva e não se vê solução a curto prazo. Além das inundações, vários imóveis ficaram sem o escoamento da água. Ruas alagadas nos mostram o que vem por vir”, prevê.

Outra reclamação é com o depósito de lixo e entulhos nos terrenos baldios. “Basta olhar para os terrenos nas proximidades do condomínio Terras de Navegantes, onde há um verdadeiro lixão a céu aberto”, destaca a moradora da rua José Eugênio Muller.

Inclusive o DIARINHO vem reportando o problema há cerca de três anos, a prefeitura é procurada a cada reportagem, mas segundo moradores, o “lixão” só cresce. “Com relação a esse terrenos, iniciamos os serviços de limpeza na manhã do dia 31 e tiramos já alguns caminhões de entulho do local”, garante o secretário.

“Há vários anos os munícipes aguardam respostas ou uma resolução dos problemas. “Mas, pelo visto, a gestão atual está interessada apenas em chamar turistas para uma cidade sem a menor infraestrutura necessária sequer para os moradores, quem dirá para turistas desavisados que gostariam de usufruir das belas praias do município”, arremata Carlos Guilherme. (Diarinho)