Início PIÇARRAS AMARELOU NA HORA H: Depois da pressão, vereador Jorge Luiz voltou atrás...

AMARELOU NA HORA H: Depois da pressão, vereador Jorge Luiz voltou atrás e assinou a CPI que já estava aprovada

Divulgação

A mudança de posição ocorreu depois da repercussão do caso e após o parlamentar tomar conhecimento que estava sendo procurado pela reportagem do OISC para comentar o motivo de não ter assinado o documento inicialmente

O único vereador que não assinou o pedido de criação da CPI das Obras antes da votação acabou voltando atrás após a comissão já estar aprovada. Documentos da Câmara de Balneário Piçarras mostram que o radialista Jorge Luiz deixou sua assinatura pendente enquanto os demais parlamentares apoiaram a abertura da investigação. A adesão ao requerimento só ocorreu na quarta-feira (3), depois da repercussão do caso e quando a CPI já estava oficialmente criada.

requerimento para abertura da chamada CPI das Obras foi protocolado e recebeu a assinatura dos demais vereadores. No entanto, no extrato de assinaturas emitido pelo sistema da Câmara, o nome de Jorge Luiz aparecia como “pendente” até o momento da votação.

A situação chamou atenção porque a comissão foi criada justamente para apurar denúncias envolvendo obras públicas e contratos da administração municipal, em um contexto que também envolve investigações que resultaram na prisão do prefeito Tiago Baltt (MDB).

Assinatura veio depois da CPI já estar aprovada

De acordo com os documentos, Jorge Luiz assinou o requerimento apenas às 11h30 de quarta-feira (3), após a CPI já ter sido votada, aprovada e oficialmente criada pelos vereadores.

A mudança de posição ocorreu depois da repercussão do caso e após o parlamentar tomar conhecimento que estava sendo procurado pela reportagem do OISC para comentar o motivo de não ter assinado o documento inicialmente.

Na prática, a assinatura realizada depois da aprovação não alterava mais o resultado da votação nem a existência da comissão parlamentar de inquérito, que já estava oficialmente instalada.

Documentos mostram diferença

O primeiro extrato de assinaturas, emitido antes da votação, registra o status de Jorge Luiz como “Pendente”, enquanto todos os demais vereadores já haviam assinado o requerimento.

Já o segundo documento, emitido após a criação da CPI, mostra a assinatura do vereador registrada às 11h30 do dia 3 de junho de 2026, horário posterior à aprovação da comissão.

Os registros digitais reforçam a cronologia dos fatos e evidenciam que a adesão formal de Jorge Luiz ao requerimento ocorreu somente depois que a CPI já estava criada.

Debate político continua

A postura do vereador gerou questionamentos nos bastidores da política local e nas redes sociais, especialmente porque a CPI tem como objetivo investigar denúncias que atingem diretamente a gestão municipal.

Enquanto apoiadores do parlamentar alegam que a assinatura posterior demonstra apoio à investigação, críticos afirmam que o fato de não ter assinado antes da votação evidencia resistência inicial à abertura da comissão.

Agora, com a CPI oficialmente instalada, os trabalhos de apuração devem seguir nos próximos meses, com a coleta de documentos, oitivas e análise dos fatos relacionados às denúncias que motivaram a criação da comissão.