Corpos do casal de idosos, de 63 e 68 anos, foram enterrados no quintal da residência

Na manhã da última quinta-feira, 26 de outubro, a comunidade de Porto União, em Santa Catarina, ficou chocada com a descoberta dos corpos de Ivo Romano Lerner, 63 anos, e Rita Zanelle, 68 anos, enterrados no terreno de sua própria residência.

O casal, que estava desaparecido desde domingo, foi encontrado sem vida e envolto em lona plástica. O filho dos idosos, que residia na mesma propriedade, foi detido no mesmo dia da descoberta.

As investigações tiveram início imediatamente após o achado dos corpos, que estavam escondidos na propriedade localizada no bairro São José do Maratá. Suspeitas surgiram quando familiares e vizinhos notaram o desaparecimento do casal e encontraram vestígios de sangue e pertences pessoais na residência.

Testemunhas relataram que dias antes do acontecimento, viram o filho, agora sob custódia da polícia, operando um trator na parte de trás do terreno, o que levantou suspeitas. Além disso, algumas testemunhas afirmaram tê-lo visto utilizando uma pá. A contradição nas respostas do suspeito sobre o paradeiro dos pais aumentou a desconfiança.

Marcas de trator foram encontradas no local onde os corpos foram enterrados, e a área de terra remexida foi o ponto-chave que levou parentes e vizinhos a desenterrarem os corpos na ausência do filho.

Quando a Polícia Civil chegou à propriedade, o filho retornou de motocicleta, aparentemente surpreso e preocupado. Na mochila do suspeito, os policiais encontraram R$ 3 mil em dinheiro e uma passagem de ônibus para São Paulo, datada para o dia do desaparecimento dos pais, levantando a suspeita de que estaria tentando fugir.

Além das evidências de tentativa de fuga, na residência do suspeito foram encontradas duas espingardas calibre 36, uma espingarda de pressão e munições. Uma análise detalhada do Instituto Médico Legal (IML) será realizada para determinar as causas exatas da morte do casal, que já apresentava sinais de decomposição no momento da descoberta.

O filho do casal, um agricultor que trabalhava na propriedade rural ao lado de sua família, foi preso preventivamente e é atualmente o principal suspeito pelo crime. O caso continua sendo investigado pelas autoridades, enquanto a comunidade de Porto União tenta compreender o trágico desfecho dessa história. (NSC)