VÍDEO Familiares de mortos denunciam abandono do cemitério do Bairro Gravatá em Penha

Túmulos estão sendo construídos onde antes haviam as quadras e tem jazigos ocupando parte do terreno vizinho

Da redação

Enquanto não é definida uma nova data para audiência pública que irá discutir a ampliação e reforma dos cemitérios de Penha, as reclamações da comunidade se multiplicam.

No Gravatá, familiares de um senhor enterrado no último domingo (18) procuraram a reportagem do Oiscnotícias para reclamar da situação vergonhosa na hora do sepultamento.

O mato está por cima dos túmulos. Tem jazigos quebrados com concreto espalhado pelo caminhão das quadras estreitas, obrigando quem carrega o caixão e acompanha o funeral a fazer verdadeiras manobras para não cair.

Uma das imagens mais curiosas gravadas por um morador do bairro aparece uma lápide com metade dela no terreno vizinho ao cemitério do Gravatá. A área pertence a vários donos da família Caldeira. Nós não conseguimos contato com os proprietários para comentar o assunto.

“A gente fica com sentimento que dá vontade de chorar. Quando era pequena, minha mãe dizia, filha não pisa aí. Respeita quem morreu. Hoje, tem que pensar um por cima do outro, no último caminho dessa vida para a eternidade”, lamenta uma moradora.

O outro lado

O município afirmou que está finalizando a elaboração de um Projeto de Lei que tornará de utilidade pública um terreno bairro do Gravatá – permitindo sua compra pela municipalidade. Nesta área, haverá a execução de projeto para ampliação do cemitério, construção de capela e mais espaço para os sepultamentos.

A Câmara Municipal chegou a anunciar em 1º de novembro a realização de audiência pública sobre a situação dos cemitérios, mas uma nova data ficou definida para o dia 29 do mesmo mês em função de agenda do prefeito Aquiles da Costa.

Até o momento, nenhuma nova data foi definida pelo Poder Legislativo.