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Pitbull dorme na porta do PA de Piçarras e expõe adultos e crianças à risco enquanto autoridades se omitem

Divulgação

Funcionários do PA teriam informado que os órgãos responsáveis já haviam sido acionados, incluindo um setor identificado como GOR Grupo de Resgate Animal, mas nenhuma providência foi tomada

Um relato alarmante revela negligência na segurança do Pronto Atendimento de Balneário Piçarras, onde um cão de grande porte permaneceu deitado à entrada principal, obrigando pacientes — incluindo crianças — a desviar do animal para conseguir atendimento médico.

Um áudio gravado por um cidadão que procurava atendimento médico na unidade de saúde revela uma situação preocupante e clara de omissão do poder público e risco à segurança da população.

Segundo o relato, ontem a tarde, o pitbull encontrava-se deitado exatamente na porta de entrada da unidade, impedindo a passagem livre de pacientes e colocando em risco pessoas vulneráveis, como crianças.

O morador afirma que entrou no PA com suspeita de virose ou dengue quando se deparou com a cena: o animal dormia sobre o tapete da entrada, obrigando quem chegava a desviar do cão para conseguir entrar no prédio.

No interior da unidade, havia crianças e famílias aguardando atendimento — um cenário que, por si só, exigiria controle rigoroso de acesso e segurança.

Ainda mais grave é a denúncia de que os próprios funcionários do PA teriam informado que os órgãos responsáveis já haviam sido acionados, incluindo um setor identificado como GOR (Grupo de Resgate Animal), mas nenhuma providência foi tomada.

O cachorro não foi removido, e nenhuma equipa compareceu ao local para avaliar o risco ou garantir a segurança dos usuários .

Especialistas em saúde pública e segurança alertam que unidades de saúde não podem, em hipótese alguma, permitir situações que coloquem pacientes em perigo, independentemente de o animal apresentar comportamento agressivo ou não.

Cães de grande porte, especialmente de raças com histórico de força física elevada, exigem manejo adequado, ainda mais em ambientes com crianças, idosos e pessoas debilitadas.

O caso levanta questões urgentes:

  • Quem é o responsável pela segurança externa do PA?
  • Por que o chamado às autoridades não foi atendido?
  • Quantas outras situações semelhantes são ignoradas até que ocorra uma tragédia?

Até ao momento, não há informação sobre qualquer ação corretiva posterior ao ocorrido.

O silêncio das autoridades contrasta com a gravidade do risco relatado e reforça a sensação de abandono e descaso enfrentada diariamente por quem depende do sistema público de saúde.

A população exige respostas — antes que um episódio de negligência se transforme em mais uma estatística evitável.