Mesmo sem inauguração oficial, o Parque Linear de Balneário Piçarras já se tornou alvo de denúncias graves sobre problemas estruturais que colocam em risco a segurança da população.
Buracos, desníveis acentuados e partes do piso soltas foram identificados ao longo do trajeto, num espaço que deveria servir para lazer, caminhada, ciclismo e convivência comunitária.
A denúncia partiu de uma moradora da cidade, que alerta para o perigo enfrentado diariamente por pedestres, ciclistas, crianças e animais de estimação que utilizam a área.
“Atenção para quem vai pedalar ou caminhar pela nova orla. Cuidem bem dos seus pets, das suas crianças e olhem bem a pista ao pedalar. Aqui é só um aviso de ajuda, todo o cuidado é pouco”, afirmou.
Imagens do local divulgadas na rede social reforçam a gravidade da situação: blocos soltos, afundamentos no piso e trechos improvisados com cones e fitas de sinalização, numa tentativa paliativa de evitar acidentes.
Frequentadores relatam insegurança constante e cobram providências urgentes antes que ocorram situações mais graves.
O cenário torna-se ainda mais preocupante diante do atraso superior a um ano na entrega da obra.
O consórcio responsável venceu o processo licitatório em 2024 para executar a pavimentação, ciclovia, calçadão, decks de acesso à praia e outras melhorias.
A ordem de serviço foi assinada em junho, com prazo de seis meses para conclusão, prevendo a entrega em dezembro do mesmo ano — o que não aconteceu.
Enquanto prazos não são cumpridos e falhas estruturais se acumulam, a população questiona: quem se responsabiliza pelos riscos já visíveis numa obra que ainda nem foi entregue?
A expectativa dos moradores é que os problemas sejam corrigidos com urgência e que o espaço público só seja disponibilizado quando oferecer condições reais de segurança e qualidade.






