Homem de 60 anos teria sido mantido em cárcere por cerca de 10 horas após marcar encontro com garota de programa. Polícia afirma que vítima sofreu agressões e perdeu quase R$ 10 mil
O que começou como um encontro marcado em um motel terminou em um verdadeiro pesadelo. A Polícia Civil prendeu, na tarde de quarta-feira (23), um casal investigado por extorsão qualificada, suspeito de manter um homem de 60 anos em cárcere privado, submetê-lo a tortura e obrigá-lo a entregar dinheiro e bens durante aproximadamente 10 horas.
A prisão ocorreu no bairro Santa Lídia, em Penha, durante uma operação realizada por agentes da Polícia Civil.
A investigação apura um crime ocorrido no dia 4 de abril deste ano, em um motel localizado no bairro São Domingos, em Navegantes.
Segundo as investigações, a vítima havia combinado um encontro com uma garota de programa.
Ao chegar ao estabelecimento, teria sido surpreendida pelo companheiro da mulher, que, armado, passou a ameaçá-la e a obrigou a entrar em um veículo.
A partir desse momento, conforme a Polícia Civil, o homem permaneceu sob o controle dos criminosos por cerca de dez horas.
Durante esse período, teria sido coagido a realizar saques bancários, transferências via aplicativo e compras utilizando seus cartões bancários. O prejuízo financeiro estimado pela investigação chega a R$ 9,8 mil.
As apurações revelam ainda que a violência não ficou restrita às ameaças. De acordo com os investigadores, a vítima foi agredida fisicamente e chegou a ter uma unha arrancada para que revelasse a senha de acesso às contas bancárias.
Motorista de aplicativo também é investigado
A investigação também identificou a possível participação de um motorista de aplicativo no esquema.
Conforme a Polícia Civil, ele teria dado apoio ao casal durante a ação criminosa e foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
Os investigadores descobriram que parte das compras feitas com o cartão da vítima foi processada em uma máquina de pagamento vinculada ao motorista, fato que passou a integrar as provas reunidas no inquérito.
Prisões autorizadas pela Justiça
Com base nos depoimentos da vítima, nas diligências e nas demais provas coletadas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dos investigados.
O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi deferido pelo Poder Judiciário.
Após serem localizados em Penha, os dois suspeitos foram presos e encaminhados ao Presídio de Itajaí, onde permanecem à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, ambos possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas. O homem preso também tinha um mandado de prisão em aberto decorrente de uma condenação pelo mesmo crime.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da ação e apurar a eventual participação de outras pessoas no caso.






