Empresa do irmão do prefeito de Piçarras é suspeita de manter depósito ilegal

Vizinhos reclamam de rachaduras em muros e paredes e suspeitam que o despejo dos restos de construção é feito ilegalmente sem a devida licença do órgão ambiental e do Planejamento

Marcos de Oliveira
Da redação

Moradores procuraram a reportagem do Oiscnotícias para questionar o excesso de aterro em uma área localizada atrás da Mevepi no Bairro Santo Antônio, em Balneário Piçarras.

O terreno, que pertence a empresa do irmão do prefeito, tem sido usado como depósito de entulhos e restos de materiais usados em obras de construção civil e pavimentação (tubos, areia, barro e ferro, entre outros).

Moradores vizinhos ao terreno denunciam o surgimento de problemas com rachadas nos muros e até mesmo em garagens particulares e suspeitam que o depósito do material é feito de forma ilegal.

No vídeo, é possível observar que a área já está está bem acima do nível, devido ao material acumulado que é despejado ali diariamente. O terreno está sendo locado pela empresa Baltt Empreiteira de Transporte e Terraplanagem.

Nós fizemos contato com o número que aparece na placa do anúncio de locação e fomos informados que o preço custa R$ 5 por metro quadrado. Questionado se a locação permite fazer uso do terreno para fins de aterro, o funcionário não soube esclarecer, porque antes “precisava consultar a empresa sobre o assunto.”

Prefeitura não respondeu

A reportagem do Oiscnotícias fez contato com o Assessor de Comunicação Social da Prefeitura de Balneário Piçarras, Raffael Oliveira do Prado, que novamente não respondeu nossos questionamentos sobre a licença da área da empresa do irmão do prefeito Tiago Baltt (MDB) para uso de aterro. O espaço continua aberto.