Labô Análises Clínicas inaugurou sua sede nesta segunda-feira (11), no centro de Penha, uma semana depois da celebração do convênio; prefeitura afirma que o laboratório não prestou e nem prestará nenhum serviço para o município
Um contrato de R$ 70 milhões firmado pela Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí Açu (AMFRI) com a empresa Labô Análises Clínicas está sendo questionado pela comunidade de Penha.
O motivo da polêmica é a ligação afetiva entre o próprietário da empresa, Andrei Santos e o atual secretário de Saúde de Penha, Rodrigo Medeiros, e as circunstâncias da abertura “relâmpago” do negócio no município.
Rodrigo e Andrei mantém uma relação de namoro e o contrato de prestação de serviços de saúde em média e alta complexidade foi fechado justamente uma semana antes do laboratório inaugurar sua sede nesta segunda-feira (11), na Avenida Nereu Ramos, no centro de Penha.
De acordo com informações obtidas pelo Oiscnotícias junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, a empresa Labô Análises Clínicas foi constituída oficialmente no dia 5 de maio deste ano, o que reforça as suspeitas acerca do contrato volumoso, principalmente no atual momento de endividamento da prefeitura com os profissionais da saúde.
A Labô Análises Clínicas é uma Sociedade Empresária Limitada e prevê realizar 2 mil procedimentos para cada um dos mais de 300 tipos de exames laboratoriais através deste credenciamento com a AMFRI, atendendo os de Penha, Piçarras, Navegantes Bombinhas, Porto Belo, Itapema, Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Ilhota e Luiz Alves.
O outro lado
Em conversa com a nossa reportagem, Andrei Santos disse que as “providências estão sendo tomadas” contra as acusações de um suposto esquema de favorecimento à sua empresa. Antes da abertura do negócio, o empresário atuava como analista de comércio exterior e acrescentou que a escolha de Penha para ser a sede da empresa foi baseada em um “estudo de mercado”.
A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Penha esclareceu em nota que o secretário de Saúde, Rodrigo Medeiros, foi informado que a empresa do seu “namorado” abriu nesta segunda-feira (11) e que o referido laboratório não prestou e nem prestará nenhum serviço para o município de Penha.
O que diz a prefeitura
“Referente ao contrato com o CIS-AMFRI, publicado no DOM nesta terça-feira (12), é importante esclarecer primeiramente que o contrato atende todos os requisitos para prestação de serviços e está dentro da legalidade.
O contrato de credenciamento, no valor de aproximadamente R$71 milhões, permite que o laboratório forneça o serviço para os 11 municípios da região conforme a demanda de cada cidade. Após a realização do serviço, o valor solicitado por cada município é pago – e é importante ressaltar que será pago somente o que for solicitado – e não o montante total do contrato.
Por fim, é importante ressaltar também que o laboratório não possui ao menos liberação no sistema, uma vez que o contrato está vigente há apenas um dia. Até então, os serviços estão sendo prestados apenas com empresas privadas.
Referente a informação de que a Prefeitura gastou um montante de R$ 2 milhões com laboratório, não procede. E sobre a informação que o Prefeito seria sócio, também não procede”.






