Em áudio vazado na internet, Márcio Curinga, morador de Itajuba, afirmou que Barra Velha seria uma cidade que “não elege vereador nem prefeita mulher”
As mulheres de Barra Velha foram vítimas de um ataque misógino por parte de um cabo eleitoral da cidade nesta sexta-feira, dia 23.
Em áudio vazado na internet, Márcio Curinga, morador de Itajuba, afirmou que Barra Velha seria uma cidade que “não elege vereador nem prefeita mulher”, e valeu-se da expressão chuva “calcinha no joelho” para referir-se às atuais candidatas a vereadoras da cidade.
A fala do morador – que seria apoiador da “Coligação Juntos Somos Mais Fortes”, do prefeito atual e candidato Daniel Cunha (formada pelo PSD, PL, MDB e Avante”), atingiu em cheio todas as mulheres, a começar pela primeira candidata a prefeita da história de Barra Velha, Elizabete Tamanini, a Professora Betinha (PT, PV e PCdoB), que considerou “repulsiva” a fala.
“Nada contra, é uma opinião minha, mas é assim muito difícil, assim, vai entrar lá com a calcinha no joelho, entendeu? Barra Velha não elege mulher, a nossa retrospectiva mostra isso”
Há uma possibilidade bem remota, assim, a esquecer que vai entrar uma [mulher na vida pública]”, diz Curinga, no áudio. “Nada contra, é uma opinião minha, mas é assim muito difícil, assim, vai entrar lá com a calcinha no joelho, entendeu? Barra Velha não elege mulher, a nossa retrospectiva mostra isso”, segue.
“Pode ser que eleja, bom, tomara que eleja, independente do partido, mas é muito difícil, muito. Como eu falei, com a calcinha no joelho talvez ponha uma”, completa.
A fala, entretanto, não tem confirmação na história local. Barra Velha já teve cinco vereadoras ou suplentes eleitas e três candidatas a vice-prefeitas em eleições anteriores: Marlene Reinert, primeira mulher eleita, seguida por Oleias Nogaroli (MDB) e Márcia Aguiar (pelo extinto PFL), além das suplentes Conceição Freitas (MDB) e Marsilene Reits (PSB). Oleias e Márcia, inclusive, foram eleitas e reeleitas.
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