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Contaminação alarmante na Praia do Tabuleiro, em Barra Velha, pode representar risco imediato à saúde pública

Reprodução/JC

A Associação de Moradores do Bairro Tabuleiro protocolou, nesta semana, uma denúncia formal junto ao Conselho Municipal de Saneamento, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento de Barra Velha, apontando um grave quadro de contaminação na Praia do Tabuleiro.

O alerta tem como base um laudo técnico elaborado a partir de análises laboratoriais realizadas pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

O estudo identificou o uso irregular da rede de drenagem pluvial para o descarte de esgoto doméstico sem qualquer tipo de tratamento — prática considerada ilegal e altamente prejudicial ao meio ambiente e à saúde pública.

Índices 160 vezes acima do permitido

De acordo com o documento, a concentração de coliformes termotolerantes registrada no ponto localizado nas proximidades do Posto de Guarda-Vidas nº 3, em frente à Rua Valdir Michereff, ultrapassa em 160 vezes o limite máximo permitido para balneabilidade.

O relatório também aponta níveis praticamente nulos de oxigênio dissolvido na água — -0,27 mg/L — condição que inviabiliza a vida aquática e explica o forte odor registrado na faixa de areia.

Risco biológico e possível extensão da contaminação

Para o presidente da Associação, Coronel Luciano Canaparro Behrend, o problema vai além da aparência ou do desconforto ambiental.

“Trata-se de um risco biológico imediato à saúde de moradores e turistas”, afirmou.

Levantamento realizado pela entidade identificou cerca de 20 pontos de descarte irregular ao longo de aproximadamente dois quilômetros da orla, indicando que a contaminação pode atingir uma extensa faixa da praia.

Cobrança por providências imediatas

Diante do cenário, a Associação solicita:

  • Fiscalização urgente para identificar e tamponar as ligações clandestinas;
  • Adoção de medidas emergenciais para conter a poluição;
  • Apresentação de um cronograma efetivo de implantação e ampliação do sistema de saneamento básico na região.

O Conselho Municipal de Saneamento tem prazo de até 30 dias para se manifestar oficialmente sobre a denúncia.

Enquanto isso, moradores e comerciantes demonstram preocupação com os impactos à saúde pública, ao meio ambiente e ao turismo — principal fonte de renda do município.