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Carro tem vidro quebrado em Piçarras durante roçagem e motorista denuncia falta de sinalização em avenida

Reprodução

Um motorista teve o veículo danificado durante um serviço de roçagem realizado na Avenida Emanoel Pinto, em Balneário Piçarras.

O caso aconteceu enquanto uma equipe terceirizada executava a limpeza da vegetação às margens da via.

Durante a atividade, uma pedra foi lançada pela roçadeira e acabou atingindo o carro, quebrando o vidro.

O próprio condutor registrou a ocorrência e afirma que não havia qualquer tipo de sinalização alertando os motoristas sobre o serviço no local.

Segundo o relato, além do prejuízo material, o motorista também afirma ter sido atingido por pedras enquanto tentava dialogar com o trabalhador responsável pela roçagem.

O episódio levanta questionamentos sobre a segurança nas operações realizadas em vias públicas e a responsabilidade das empresas contratadas.

Motorista relata momento do impacto

De acordo com o denunciante, o incidente ocorreu de forma repentina. Ele trafegava pela avenida quando ouviu o barulho forte do impacto contra o vidro do carro. Ao parar para verificar o que havia acontecido, percebeu que o dano havia sido causado por uma pedra lançada pela roçadeira utilizada na limpeza da vegetação.

Indignado com a situação, o motorista decidiu procurar o trabalhador para entender o que havia ocorrido. No entanto, segundo ele, a tentativa de diálogo acabou gerando ainda mais preocupação.

“A empresa Atlantis está trabalhando ali, não tem sinalização nenhuma, quebrou meu vidro. Chamei a polícia, não chegaram até agora, eu tive que sair do local, agora estou trabalhando, mas se vocês puderem dar uma ajuda. Rapaz, fui falar para ele, virou a roçadeira para o meu lado ali e jogou pedra nas minhas pernas aqui, ainda bem que estou de calça”, relatou o condutor.

Falta de sinalização preocupa motoristas

Um dos principais pontos levantados pelo motorista é a ausência de sinalização no trecho onde o serviço estava sendo realizado. Em atividades como roçagem, é comum que pedras, galhos e outros detritos sejam projetados com força, o que pode causar acidentes com veículos e pedestres.

A sinalização adequada, como cones, placas de aviso e até mesmo o bloqueio parcial da via, é considerada uma medida básica de segurança para evitar esse tipo de ocorrência. Sem esses alertas, motoristas acabam sendo pegos de surpresa, aumentando o risco de danos materiais e até mesmo de acidentes mais graves.

Moradores da região também relatam que a situação não é incomum. Segundo alguns relatos informais, serviços de manutenção urbana frequentemente são realizados sem a devida organização do tráfego, o que gera insegurança para quem circula pelo local.

Risco para pedestres e trabalhadores

Além dos motoristas, pedestres também estão expostos aos riscos quando não há controle adequado da área durante serviços de roçagem. Fragmentos lançados pela roçadeira podem atingir pessoas que caminham pelas calçadas ou até mesmo trabalhadores próximos à operação.

Especialistas em segurança do trabalho destacam que o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a delimitação da área de atuação são fundamentais para evitar acidentes. Isso inclui não apenas a proteção do operador da máquina, mas também a segurança de terceiros.

No caso relatado, o próprio motorista afirma ter sido atingido nas pernas por pedras. Apesar de não ter sofrido ferimentos graves, ele destaca que a situação poderia ter sido pior.

Empresa citada e ausência de posicionamento

O motorista menciona que o serviço estava sendo realizado por uma empresa identificada como Atlantis. Até o momento, segundo o relato divulgado, ele aguarda um posicionamento da empresa sobre o ocorrido e sobre a responsabilidade pelos danos causados ao veículo.

Casos como esse geralmente envolvem a necessidade de apuração para definir responsabilidades. Quando há comprovação de negligência, como a ausência de sinalização ou falhas na execução do serviço, a empresa pode ser responsabilizada pelos prejuízos.

A reportagem ressalta que o espaço segue aberto para manifestação da empresa citada, assim como de órgãos públicos responsáveis pela fiscalização desse tipo de atividade.

Polícia foi acionada, mas não compareceu

Outro ponto destacado pelo motorista é a demora no atendimento policial. Ele afirma ter acionado a polícia logo após o ocorrido, mas não recebeu atendimento no local.

Diante da necessidade de continuar sua rotina de trabalho, o condutor acabou deixando o local antes da chegada de qualquer equipe. A ausência de registro imediato pode dificultar a apuração dos fatos, embora o relato e possíveis provas, como fotos e vídeos, ainda possam ser utilizados em uma eventual reclamação formal.

Situação serve de alerta

O caso ocorrido em Balneário Piçarras serve como um alerta para a importância de cuidados básicos em serviços urbanos. A falta de sinalização e de medidas preventivas pode transformar uma atividade rotineira em um problema sério para a população.

Enquanto o motorista aguarda uma resposta da empresa, a expectativa é de que o episódio contribua para mudanças na forma como esse tipo de trabalho é realizado na cidade.

A segurança de motoristas, pedestres e trabalhadores deve ser prioridade em qualquer intervenção em vias públicas.