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Calote? Mensagem interna aponta bloqueio no abastecimento de veículos da Prefeitura de Penha

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Comunicado enviado a servidores informava bloqueio do sistema de abastecimento devido a “pendência financeira” e orientava economia de combustível, enquanto a Prefeitura afirma que houve apenas uma falha operacional temporária, sem prejuízo aos serviços públicos

A reportagem do OISC teve acesso com excluvidade a uma mensagem interna atribuída a um setor da Prefeitura de Penha. O texto informa que os veículos da frota municipal estariam impedidos de abastecer devido a um bloqueio no sistema utilizado para o fornecimento de combustíveis.

No comunicado, encaminhado a servidores, a orientação era para que nenhum veículo ficasse sem combustível até que a situação fosse normalizada.

O texto também informava que, em razão do problema, seriam realizadas rondas reduzidas, priorizando atendimentos de emergência.

Segundo a mensagem, o bloqueio teria ocorrido em razão de uma pendência relacionada ao contrato de abastecimento pelo sistema Maxifrotas, impossibilitando a realização de novos abastecimentos enquanto a situação não fosse regularizada.

Diante da repercussão, a reportagem procurou a Prefeitura de Penha, que encaminhou uma nota oficial assinada pela Assessoria de Imprensa negando que houvesse falta de pagamento ou interrupção do abastecimento da frota.

De acordo com a administração municipal, não procede a informação de que os veículos oficiais estivessem impedidos de abastecer por inadimplência ou ausência de contrato vigente.

A Prefeitura afirma que o episódio foi causado por um bloqueio temporário no sistema, classificado como operacional, e que o problema foi solucionado rapidamente.

Ainda conforme a nota, nenhuma secretaria teve suas atividades interrompidas e todos os serviços públicos continuaram funcionando normalmente.

“O abastecimento da frota municipal está regular. O que ocorreu foi um bloqueio temporário no sistema, de caráter operacional, que foi prontamente tratado, sem qualquer relação com inadimplência ou ausência de contrato”, informou a administração

A Prefeitura também destacou que serviços considerados essenciais, como saúde, assistência social, obras, transporte e demais atendimentos à população, não sofreram qualquer prejuízo.

Contraste entre as versões

Enquanto a mensagem interna orientava os servidores a economizar combustível e reduzir as rondas até a regularização do abastecimento, a Prefeitura sustenta que se tratou exclusivamente de uma instabilidade operacional, sem impacto na prestação dos serviços públicos.