Condenado pelo feminicídio brutal vai cumprir 13 anos em regime fechado
O que era para ser apenas mais um fim de fevereiro terminou em tragédia e revolta no Bairro Colégio Agrícola, em Araquari. Dentro de uma casa simples da região, uma mulher foi vítima de um crime cruel que chocou moradores e marcou a cidade.
O caso aconteceu entre os dias 26 e 27 de fevereiro de 2024. Segundo denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o homem matou a própria companheira dentro da residência onde os dois viviam.
De acordo com a ação penal pública, o réu utilizou uma barra de ferro e uma marreta para atingir a cabeça da vítima. A violência dos golpes causou a morte da mulher ainda no local.
Corpo foi enterrado no quintal
Como se não bastasse a brutalidade do crime, a denúncia aponta que, após o homicídio, o acusado enterrou o corpo da companheira nos fundos do terreno da casa, tentando esconder o que havia feito.
O corpo só foi localizado no dia 6 de março de 2024, após investigação da Polícia Civil. O caso gerou forte comoção na cidade e reforçou o alerta para os casos de violência doméstica na região.
Julgamento e condenação
O julgamento aconteceu no dia 27 de fevereiro de 2026, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Araquari. O réu foi condenado por homicídio qualificado por meio cruel e por feminicídio.
O promotor de Justiça Caio Rothsahl Botelho, que representou o MPSC na sessão, destacou aos jurados que “a brutalidade dos golpes, o contexto de violência doméstica e a tentativa de ocultar o corpo demonstram a extrema gravidade do crime”.
Os jurados acolheram as teses apresentadas pelo Ministério Público e fixaram a pena em 13 anos de reclusão, em regime fechado.
Prisão imediata
Apesar de ainda caber recurso, o condenado não poderá recorrer em liberdade. O Juízo da 2ª Vara da Comarca de Araquari determinou o início imediato do cumprimento da pena, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a execução das condenações do Tribunal do Júri.
A 1ª Promotoria de Justiça também avalia a possibilidade de recorrer para pedir o aumento da pena.
O caso deixa mais uma marca dolorosa na estatística de feminicídios e reforça a necessidade de denúncia e combate à violência contra a mulher.






