Educadora é acusada de “censurar” conteúdo político de atividade feita por aluno do quinto ano
Da redação
Após a denúncia veiculada ontem no Oiscnotícias, a Secretaria Municipal de Educação de Penha emitiu nota oficial reprovando o ato de censura a um aluno do quinto ano da Escola Maria Emília da Costa, na Praia de São Miguel.
A Secretaria de Educação informou que no momento em que teve conhecimento da matéria sobre a situação com a criança entrou em contato com a equipe gestora para se informar do ocorrido.
Confira a nota na íntegra:
A secretaria no momento em que teve conhecimento da matéria sobre a situação com a criança entrou em contato com a equipe gestora para se informar do ocorrido.
Foi orientado sobre a livre expressão de todas crianças para que não seja reprimida suas ideias e contextos vivenciados.
A Diretora da Escola ainda conversou com a mãe da criança, que está ciente sobre o assunto, e relatou que não houve desconforto da criança referente a fala que diz na matéria.
O caso
A mãe de um estudante procurou nossa reportagem para relatar que um aluno de 10 anos teria sido reprendido na sala de aula do quinto ano da Escola Municipal Maria Emília da Costa, na Praia de São Miguel, em Penha.
A cena presenciada por colegas de classe foi protagonizada pela própria diretora da escola, Mabel Campos, que estava substituindo a professora em sala de aula. Ao entregar o trabalho de uma atividade, a educadora teria amassado e jogado fora o papel, condenando o conteúdo do texto com críticas ao atual presidente Lula.
“O menino chorou quando ela (diretora) gritou com ele e pela falta de tempo para refazer o trabalho”, comentou a mãe que prefere não se identificar.
A diretora da escola, Mabel Campos, admitiu a situação e disse que pediu para que o aluno fizesse “outra historinha”, evitando falar de temas como política, religião ou namoradinhos.
“Ele (aluno) é um menino muito bonzinho, super inocente. Não teve briga, só orientei para que não falasse em política. Era uma atividade simples, só para que não ficassem sem fazer nada na ausência da professora que estava no curso de alfabetização. Não era trabalho valendo nota, nem tinha nada a ver com o planejamento de aula”, justificou.






