Namorado da menina envolvida na confusão foi preso no Mariscal
Por volta de 21h desta segunda-feira (20), a Polícia Militar de Penha foi acionada para atender uma ocorrência cujo histórico inicial mencionava disparos de arma de fogo em via pública, em uma rixa envolvendo alunos da escola estadual João Batista Paiva, em Armação de Itapocoroy, Penha.
Os policiais apuraram que um aluno de 15 e uma aluna de 17, discutiram durante o horário de aulas, ainda no interior da escola. O rapaz teria mandado a menina calar a boca.
Logo em seguida os alunos foram dispensados da aula e aguardavam o ônibus próximo ao colégio, porém, a menina havia ligado para seu namorado, de 19 anos. Ele não é aluno do estabelecimento de ensino.
O rapaz acionou um motorista de aplicativo e se deslocou à escola, juntamente de um segundo indivíduo. A partir desse momento, a ação toda foi filmada por câmeras de segurança.
O acusado se dirige à vítima e passa a agredi-la. Eles entram em vias de fato. A vítima se defende. O autor saca uma arma e passa a disparar contra o ofendido. Sete disparos foram realizados em sua direção mas nenhum deles a acertou.
O autor então passou a agredi-lo com coronhadas, até que para e sai correndo, se evadindo direção à praia. A menina e o rapaz que o acompanhava fazem o mesmo e não foram localizados naquela noite.
Diante da gravidade da situação, a Polícia Militar passou imediatamente a fazer buscas para identificar e prender o autor do fato, que foi encarado como tentativa de homicídio e que apenas não se concretizou por circunstâncias alheias à vontade do agente e ainda, porte ilegal de arma.
Durante as diligências os policiais identificaram os dois homens envolvidos e seu paradeiro e, por volta de 17h desta terça-feira (22) encontraram o atirador. Ele foi preso com a arma do crime na rua Luiz Gonzaga Medeiros, na localidade Mariscal, em Penha e foi autuado em flagrante delito pelo crime de Porte Ilegal de Arma.
Ele responderá ainda pelo crime de Homicídio Doloso tentado, que pode ter uma pena de 6 a 20 anos de prisão, mas pode chegar a ser de 12 a 30 anos de prisão, se o crime for considerado qualificado (por motivo fútil por exemplo).
A menina e o segundo rapaz já foram identificados.
O agente foi conduzido à Delegacia de Polícia e depois ao Complexo Prisional da Canhanduba, onde segue preso à disposição do Poder Judiciário para ser processado.






