Alvo é o serviço de coleta e destinação de lixo em diversas regiões catarinenses
Três prefeitos de cidades de Santa Catarina foram presos preventivamente nesta terça-feira (6), em uma megaoperação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A investigação está relacionada a suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina. Os políticos são investigados por suspeita de corrupção.
A operação “Mensageiro” cumpre 15 mandados de prisão preventiva e 108 de busca e apreensão nas regiões Norte, Sul, Vale do Itajaí e Serra. Além do cumprimento de mandados, a operação bloqueia os bens de 25 empresas e 11 pessoas. São 96 alvos de buscas, entre órgãos públicos, empresas e residências particulares.
De acordo com o MPSC, os mandados de busca e prisão são cumpridos em Joinville, Três Barras, Mafra, Brusque, Campo Alegre, Pien (PR), Lages, Imbituba, Pescaria Brava, Canoinhas, Laguna, Imaruí, Braço do Norte, Tubarão, Capivari de Baixo, Agrolândia, Apiúna, Ibirama, Presidente Getúlio, Corupá, Itapoá, Barra Velha, Schroeder, Guaramirim, Papanduva, Balneário Barra do Sul, Major Vieira, Bela Vista do Toldo, além do Distrito Federal.
Foram presos:
- Deyvison Souza, de Pescaria Brava, Sul catarinense;
- Luiz Henrique Saliba, de Papanduva, no Norte;
- Antônio Rodrigues, de Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte.
O que dizem os prefeitos
Papanduva
Em Papanduva, o prefeito, Luiz Henrique Saliba foi preso na operação. O advogado Manolo Del Omo, que faz a defesa do político, disse ao g1 que “nós estamos trabalhando para buscar elementos para pedir a revogação da prisão preventiva ou a conversão em liberdade provisória”.






