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[VEJA O VIDEO] Vereador Serginho critica filas e expõe crise de vagas nas escolas de Penha

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Famílias passaram a noite em frente a unidades de ensino para garantir matrículas; vereador critica falta de planejamento da Prefeitura, cobra soluções e aponta obras paradas e problemas em projetos de ampliação da rede municipal

A busca por uma vaga na rede municipal de ensino de Penha provocou cenas de indignação na noite desta quarta-feira (4). Famílias precisaram enfrentar filas durante a madrugada em frente a escolas municipais para conseguir atendimento no processo de matrículas e rematrículas. A situação foi registrada, entre outros locais, nas escolas Cipriano e Rosália, no bairro Gravatá.

A situação foi alvo de críticas na Câmara Municipal. Em manifestação, um vereador classificou o episódio como lamentável e vergonhoso e cobrou mais planejamento da Secretaria de Educação e do Governo Municipal para evitar que pais e responsáveis precisem passar a noite na fila em busca de uma vaga para os filhos.

Segundo o parlamentar, o problema poderia ser previsto com antecedência, já que a Secretaria de Educação conhece os períodos de maior procura por vagas, especialmente nas transições do último ano da educação infantil para o primeiro ano do ensino fundamental e do quinto para o sexto ano.

Vereador aponta falta de planejamento e cobra investimentos

Durante o pronunciamento, o vereador destacou que a administração municipal deveria utilizar os dados de matrículas e o levantamento de alunos que estão mudando de etapa escolar para dimensionar a demanda e organizar a oferta de vagas.

Ele citou, por exemplo, que somente na Escola Tiago haveria quase 100 estudantes concluindo o quinto ano e que precisarão ingressar no sexto ano em outras unidades de ensino.

O parlamentar também lembrou que a educação recebeu investimentos de aproximadamente R$ 45 milhões no ano passado e defendeu que os recursos sejam acompanhados de planejamento, ampliação de salas de aula e construção de novas unidades.

Escola Márcia Medeiros continua sem solução

Outro ponto levantado foi a situação da Escola Márcia Medeiros, cuja obra, segundo o vereador, deveria ter sido entregue no final de 2025, mas permanece paralisada.

Na avaliação do parlamentar, a estrutura poderia atender mais de mil alunos, mas continua sem uma definição sobre sua conclusão. Ele alertou ainda para o risco de deterioração da construção e para o desperdício de dinheiro público caso a situação não seja resolvida.

O vereador cobrou que a Prefeitura encontre uma solução para os entraves que impedem a retomada e a conclusão da unidade escolar.

Contratação de salas modulares também foi questionada

O pronunciamento também trouxe críticas ao processo de contratação de estruturas modulares para ampliar a capacidade da rede municipal.

Segundo o vereador, o projeto inicialmente estimado em R$ 11 milhões passou para aproximadamente R$ 15 milhões e acabou enfrentando questionamentos e apontamentos de irregularidades, que impediram o avanço do procedimento.

O caso amplia a preocupação com a falta de alternativas para atender à demanda por vagas enquanto a obra da Escola Márcia Medeiros continua sem solução.

Prefeitura esteve nas escolas

O parlamentar afirmou que o prefeito e a secretária municipal de Educação estiveram nas unidades onde as famílias enfrentaram as filas e que a situação recebeu encaminhamentos para tentar resolver o problema.

Apesar disso, criticou o que considera uma resposta tardia da administração municipal e cobrou medidas permanentes para que o episódio não se repita nos próximos períodos de matrícula.

Ao encerrar sua manifestação, o vereador defendeu que a educação seja tratada como prioridade pela administração municipal e que a Prefeitura deixe de agir apenas diante de situações emergenciais.