Categoria pressiona o Senado para votar medida provisória que garante o piso mínimo do frete. Caso o texto perca a validade, caminhoneiros ameaçam ampliar a paralisação em todo o país
A mobilização dos caminhoneiros autônomos começou nesta segunda-feira (13) em diversas regiões do Brasil e já atinge um dos principais centros logísticos do Sul do país: o Porto de Itajaí, em Santa Catarina.
O movimento tem como objetivo pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que estabelece mecanismos mais rígidos para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário.
A categoria pede que a proposta seja aprovada até quinta-feira (16), data em que a medida perde a validade. Caso isso não aconteça, representantes dos caminhoneiros afirmam que a paralisação poderá ser ampliada, com bloqueios e interrupções em rodovias, portos e terminais de cargas em diferentes estados.
Porto de Itajaí é um dos primeiros pontos da mobilização
Nas primeiras horas desta segunda-feira, caminhoneiros iniciaram uma paralisação parcial em áreas próximas ao Porto de Itajaí, considerado estratégico para o transporte de cargas no Sul do Brasil. A expectativa é que outros portos e polos logísticos passem a integrar o movimento caso não haja avanço nas negociações.
Neste primeiro momento, a mobilização concentra-se principalmente nos terminais portuários, mas novas ações não estão descartadas.
Categoria teme perda de direitos
Em entrevista ao Portal 4oito, o presidente do Sindicato dos Transportes Rodoviários Autônomos (Sindicam) de Três Cachoeiras (RS), Jair Volnei Marques, afirmou que a principal preocupação da categoria é a perda de direitos conquistados após a greve nacional de 2018.
Segundo ele, se a medida provisória deixar de valer sem aprovação do Senado, os caminhoneiros ficarão sem mecanismos que garantam o cumprimento do piso mínimo do frete.
Além disso, Marques criticou a demora na implantação de sistemas eletrônicos de fiscalização e punições para empresas que descumprem a legislação.
Movimento pode crescer nos próximos dias
As lideranças afirmam que, caso o Senado não vote a MP até o prazo final, haverá ampliação da paralisação.
A intenção é aumentar gradativamente os pontos de mobilização e afetar o escoamento de cargas em portos, terminais logísticos e indústrias, repetindo um cenário semelhante ao da greve nacional dos caminhoneiros de 2018.
A MP 1.343/2026 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em junho e aguarda votação no Senado. A decisão deverá ocorrer antes de quinta-feira (16), quando o texto perde a validade.


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