Único da base governista a ficar de fora da CPI da Operação Regalo, Jorge Luiz assina investigação sobre suposta rachadinha no PL
A aprovação de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras continua repercutindo nos bastidores da política local. Um dos pontos que mais chamou a atenção foi a posição adotada pelo vereador e radialista Jorge Luiz da Silva (MDB).
Enquanto a CPI destinada a investigar os desdobramentos da Operação Regalo recebeu apoio de diversos parlamentares, Jorge Luiz que é do partido do prefeito preso Tiago Baltt (MDB) acabou ficando de fora do grupo de vereadores que subscreveu o pedido de investigação relacionado ao caso que envolve denúncias apuradas pelo Ministério Público de Santa Catarina por meio do GAECO e do GEAC.
Por outro lado, o parlamentar assinou o requerimento que pede a abertura de uma CPI para apurar denúncias de uma suposta prática de “rachadinha” envolvendo agentes políticos, servidores comissionados, ocupantes de cargos públicos e dirigentes ligados ao Partido Liberal (PL) no município.
A diferença de postura levantou questionamentos entre observadores da política local. Isso porque a Operação Regalo envolve um caso de grande repercussão regional, com investigação do Ministério Público e denúncias relacionadas a supostos crimes contra a administração pública.
Nos corredores da Câmara, a decisão passou a ser interpretada por adversários políticos como um sinal de “rabo preso” na escolha dos temas que merecem investigação.
Críticos argumentam que, diante da gravidade das suspeitas levantadas pela Operação Regalo, seria natural esperar apoio amplo à apuração dos fatos.
Já defensores do vereador afirmam que a assinatura ou não de um requerimento é uma prerrogativa individual de cada parlamentar e que a posição adotada não significa oposição à investigação dos fatos.
A CPI da Operação Regalo e a CPI que investigará a suposta rachadinha foram aprovadas pelo Legislativo e terão prazo inicial de 90 dias para realização dos trabalhos, podendo ser prorrogadas por igual período.
Com as duas comissões oficialmente instauradas, a expectativa agora é pela definição dos integrantes e pelo início das oitivas e diligências que deverão esclarecer os fatos investigados.
Até o momento, Jorge Luiz não respondeu o contato da nossa reportagem e nem apresentou publicamente justificativa detalhada para a diferença de posicionamento entre os dois requerimentos, o que mantém o tema em evidência no cenário político de Balneário Piçarras.






