O Tribunal do Júri da Comarca de Penha realiza nesta sexta-feira (29), às 9h, o julgamento de Olegário Carvalho de Oliveira Júnior, acusado de matar Sérgio Irani Gonçalves de Mattos Júnior e tentar assassinar outras seis pessoas durante um ataque a tiros registrado na madrugada de 4 de maio de 2024.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime aconteceu após uma festa em uma casa noturna da cidade. Conforme a denúncia, o acusado teria perseguido o carro onde estavam as vítimas pelas ruas de Penha.
Ainda de acordo com a investigação, durante a perseguição, Olegário teria apagado os faróis do veículo para evitar ser percebido. Em seguida, emparelhou o automóvel e efetuou diversos disparos contra as vítimas.
Sérgio, que dirigia o carro, foi atingido por três tiros — dois na cabeça e um no peito — e morreu ainda no local. Após ser baleado, ele perdeu o controle do veículo e bateu contra um outdoor na Avenida Eugênio Krause.
Outra vítima, identificada pelas iniciais A.R.O., foi baleada na cabeça, no tórax e na região cervical. Ele perdeu um dos olhos, mas sobreviveu ao atentado. As outras cinco pessoas que estavam no veículo também escaparam com vida.
O Ministério Público denunciou o acusado por homicídio qualificado consumado, seis tentativas de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. A denúncia foi aceita pela juíza Elaine Veloso Marraschi, da 2ª Vara da Comarca de Penha, em outubro de 2024.
Motivo seria vingança
Conforme os autos do processo, o ataque teria sido motivado por uma antiga desavença entre o acusado e A.R.O., iniciada cerca de cinco anos antes do crime.
Para o Ministério Público, o atentado foi praticado por vingança e mediante emboscada, utilizando recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Durante a investigação, testemunhas relataram que o ataque aconteceu de forma repentina, enquanto o grupo retornava para casa após a festa. Uma das sobreviventes afirmou ter visto o momento em que o acusado apontou uma arma com mira laser verde antes de começar os disparos.
Réu confessou disparos
Em interrogatório judicial, Olegário confessou ter efetuado os tiros, mas alegou que o alvo seria apenas A.R.O., com quem teria conflitos desde 2018. O acusado também afirmou que acreditava estar sendo ameaçado no momento dos fatos.
Na decisão que levou o caso a júri popular, a magistrada destacou que existem provas da materialidade dos crimes e indícios suficientes de autoria.
A juíza também manteve as qualificadoras de motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas, deixando para o Conselho de Sentença a decisão definitiva sobre a aplicação dessas circunstâncias.
O acusado segue preso preventivamente enquanto aguarda o julgamento.


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