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Com a prisão de Tiago Baltt, MDB lidera ranking de prefeitos presos em SC; PP aparece em segundo

O cenário político de Santa Catarina voltou a ser abalado nesta terça-feira (19) após a prisão do prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Maciel Baltt, durante a Operação Regalo, do Gaeco. Com o novo caso, o Estado chegou à marca de 30 prefeitos presos em investigações sobre corrupção desde agosto de 2020.

E um dado chama atenção: o MDB é o partido com o maior número de prefeitos presos em operações policiais no período. A legenda soma agora nove gestores detidos em algum momento das investigações conduzidas pelo Ministério Público de Santa Catarina.

O número coloca o MDB isolado na liderança desse ranking negativo. Logo atrás aparece o Progressistas (PP), com seis prefeitos presos, seguido pelo PL, com cinco casos registrados.

A prisão do prefeito de Balneário Piçarras ampliou ainda mais a distância do MDB em relação às demais siglas. O partido, que foi uma das maiores forças políticas de Santa Catarina nas últimas eleições municipais, havia elegido 96 prefeitos em 2020 e ficou em segundo lugar no pleito de 2024, com 70 prefeitos eleitos, atrás apenas do PL, que conquistou 90 municípios.

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Operações gigantescas abalaram prefeituras catarinenses

Entre as investigações que mais atingiram prefeitos catarinenses estão as operações “Mensageiro” e “Et Pater Filium”, ambas conduzidas pelo Ministério Público.

A Operação Mensageiro ficou marcada como uma das maiores ações contra corrupção da história recente de Santa Catarina. A investigação apura supostas fraudes e pagamento de propina em contratos de coleta de lixo, iluminação pública e outros serviços municipais.

Somente a Mensageiro resultou na prisão de 17 prefeitos, além de empresários, secretários municipais e agentes públicos suspeitos de participação no esquema.

Já a Operação Regalo, deflagrada nesta semana, investiga suposto pagamento de propina envolvendo obras públicas em diferentes cidades catarinenses.

Prisões aumentam desgaste político

A sequência de operações policiais envolvendo prefeitos vem provocando desgaste na imagem de partidos tradicionais no Estado e aumentando a pressão por mais transparência na gestão pública.

Apesar disso, especialistas destacam que prisão não significa condenação definitiva. Os investigados têm direito à ampla defesa e os processos seguem em andamento na Justiça.

O caso de Balneário Piçarras ganhou repercussão nacional e voltou a colocar Santa Catarina no centro das discussões sobre corrupção política e fiscalização de contratos públicos.