Uma idosa de 66 anos vive dias de medo e incerteza no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Penha.
Seli Eger Hachmann mora em uma casa que apresenta sérios riscos estruturais e pode desabar a qualquer momento, especialmente em dias de chuva.
O imóvel fica próximo à Rodovia Paulo Stuart Wright, na variante de acesso à BR-101, e a situação se agrava sempre que o tempo fecha.
A água invade a residência, aumentando o perigo e colocando em risco a vida da moradora e de seu filho.
A rotina de Seli tem sido marcada pela apreensão constante. A cada nova chuva, o medo de perder tudo — inclusive a própria vida — se torna mais presente.
“Eu me ajoelho todos os dias e peço pra Deus dois quartinhos pra que não chova mais em cima de mim”, diz Seli, emocionada, ao relatar o sofrimento enfrentado dentro da própria casa.
Medo que se repete a cada chuva
A residência onde Seli vive apresenta sinais evidentes de desgaste e comprometimento estrutural.
As infiltrações são constantes, e o solo ao redor parece ceder com o acúmulo de água. Em dias de chuva intensa, a água invade os cômodos, deixando móveis molhados, paredes danificadas e aumentando ainda mais o risco de desabamento.
Segundo relatos da própria idosa, o problema não é recente. Com o passar dos anos, a situação foi se agravando, e hoje ela vive praticamente em estado de alerta.
Dormir tranquila já não faz parte da rotina.
Qualquer barulho diferente durante a noite é motivo de preocupação.
A casa, que deveria ser um espaço de proteção, se transformou em uma ameaça constante. Mesmo assim, sem alternativas financeiras, Seli segue vivendo no local.
Fé como única esperança
Apesar das dificuldades, Seli mantém a fé como principal apoio emocional. A frase dita por ela, em meio às lágrimas, revela não apenas o desespero, mas também a esperança de dias melhores.
“Eu me ajoelho todos os dias e peço pra Deus dois quartinhos pra que não chova mais em cima de mim”, repete.
A simplicidade do pedido comove. Não se trata de luxo ou conforto, mas de dignidade mínima para viver sem medo. Um espaço seguro, seco e estável é tudo o que ela deseja.
Situação financeira agrava o problema
Seli vive exclusivamente da aposentadoria, o que limita drasticamente suas possibilidades de buscar uma solução por conta própria.
A renda é utilizada para despesas básicas como alimentação, contas e medicamentos.
Além disso, ela divide a casa com o filho, que enfrenta problemas de saúde. Ele perdeu o benefício do INSS há cerca de dois anos após desenvolver um problema de coluna, o que o impossibilita de trabalhar regularmente.
Sem renda suficiente e sem apoio financeiro, a família não consegue realizar reformas estruturais ou buscar outro imóvel para morar.
A vulnerabilidade social é evidente e agrava ainda mais o drama vivido diariamente.
Isolamento e falta de assistência
Moradores da região relatam que a situação de Seli é conhecida na comunidade, mas até o momento não houve uma solução efetiva.
A falta de assistência adequada deixa a idosa exposta a riscos que poderiam ser evitados com medidas simples de intervenção.
Casos como esse levantam questionamentos sobre políticas públicas voltadas à habitação e assistência social, especialmente para idosos em situação de vulnerabilidade.
A ausência de suporte técnico, como uma avaliação estrutural detalhada do imóvel ou encaminhamento para programas habitacionais, contribui para a permanência do problema.
Risco iminente preocupa vizinhos
A situação da casa também preocupa vizinhos, que acompanham de perto o sofrimento da idosa.
Em dias de chuva mais forte, o receio é coletivo. Há o temor de que a estrutura não resista e acabe cedendo.
Além do risco de desabamento, há preocupação com possíveis deslizamentos de terra, já que o solo encharcado pode comprometer ainda mais a estabilidade do imóvel.
A comunidade reconhece a gravidade do caso e teme que uma tragédia aconteça caso nenhuma providência seja tomada.
Um pedido por dignidade
O apelo de Seli é simples, mas urgente. Mais do que ajuda financeira, ela precisa de um local seguro para viver. Um espaço onde possa dormir sem medo da chuva, sem receio de que o teto desabe sobre sua cabeça.
A história evidencia a realidade de muitas famílias brasileiras que vivem em condições precárias, enfrentando riscos diários sem o suporte necessário.
A vulnerabilidade da idosa escancara a necessidade de ações concretas por parte do poder público e também da sociedade civil.
Solidariedade pode fazer a diferença
Diante da situação, a mobilização da comunidade e de possíveis apoiadores pode ser essencial para mudar essa realidade. Doações, campanhas solidárias e apoio institucional podem representar a diferença entre continuar vivendo em risco ou conquistar um novo começo.
Casos como o de Seli mostram que, muitas vezes, pequenas ações podem transformar vidas. Um esforço coletivo pode garantir aquilo que deveria ser básico: segurança e dignidade.
Reflexo de uma realidade maior
A situação vivida por Seli não é isolada. Em diversas regiões do Brasil, famílias enfrentam problemas semelhantes, morando em casas com estruturas comprometidas, sem acesso a recursos para melhorias.
O caso levanta discussões importantes sobre desigualdade social, acesso à moradia digna e o papel das políticas públicas na proteção de cidadãos em situação de vulnerabilidade.
Enquanto soluções estruturais não chegam, histórias como essa continuam se repetindo — e, muitas vezes, terminam em tragédias que poderiam ser evitadas.
Esperança em meio à dificuldade
Mesmo diante de tantas adversidades, Seli não perde a esperança. A fé, que ela menciona diariamente em suas orações, é o que mantém sua força para continuar enfrentando os desafios.
O desejo de dias melhores é o que move a idosa. E, para ela, esse futuro começa com algo simples: um teto seguro.
A história de Seli é um alerta, mas também um convite à empatia. Olhar para o próximo e agir pode ser o primeiro passo para mudar realidades como essa. (Com informações Jornal Razão)






