Celebrado com bom humor na cultura popular, o chamado “Dia do Corno”, lembrado neste sábado (25), abre espaço para discutir um tema que ainda desperta curiosidade e controvérsia: o fetiche conhecido como cuckold.
A prática consiste em sentir prazer ao ver ou imaginar o(a) parceiro(a) com outra pessoa e vem ganhando visibilidade, estimulando debates sobre desejo, limites e, principalmente, consentimento.
Especialistas explicam que o cuckold faz parte do universo das fantasias sexuais e, assim como outras práticas consideradas fora do padrão, depende de acordos bem definidos entre os envolvidos. “Não se trata de traição no sentido tradicional, mas de uma dinâmica consensual, baseada em regras, diálogo e confiança”, destaca a sexóloga Alessandra Araújo.
Ao contrário da infidelidade, que geralmente quebra acordos e causa sofrimento, o fetiche cuckold é estruturado justamente na transparência. Para algumas pessoas, o prazer está na quebra simbólica da ideia de posse dentro da relação; para outras, na excitação psicológica proporcionada pela situação.
“Essa fantasia pode envolver diferentes níveis de envolvimento emocional e sexual. Em alguns casos, o prazer está na sensação de ‘ser traído com consentimento’; em outros, envolve aspectos como controle, submissão ou até admiração pela parceira”, completa a especialista.
Fonte: Metrópoles






