Vítima de ataque brutal, aposentado de 79 anos enfrenta sequelas graves e luta para recuperar a rotina com ajuda da família
Um caso que chocou moradores de Maringá começa a ter novos capítulos. O aposentado José Cardoso Franco, de 79 anos, vítima de um violento ataque de cães da raça pitbull no dia 19 de fevereiro, está fora do hospital, mas ainda enfrenta uma longa e delicada recuperação.
O idoso teve o braço esquerdo amputado após sofrer múltiplas mordidas pelo corpo. Mesmo semanas depois do ocorrido, ele segue sob cuidados intensos, com curativos frequentes no membro amputado, no braço direito — também bastante ferido — e nos pés, onde as lesões ainda são profundas.
Aos poucos, José tenta retomar a rotina. Com apoio da família, já consegue dar pequenos passos, mas ainda não tem firmeza para caminhar sozinho.
Memória apagada pelo trauma
Um dos aspectos que mais chamam atenção no caso é o impacto na memória do idoso. Apesar de reconhecer familiares e lembrar de episódios antigos, José não consegue se recordar do momento do ataque.
Segundo familiares, a confusão mental começou após o episódio.
“A cabecinha dele ficou bem confusa depois do acidente. Ele não lembra de nada”, contou Solange Fontolan, neta da esposa do aposentado.
Vida ativa interrompida
Antes da tragédia, José era conhecido na vizinhança como “Zé da Porta”. Marceneiro de profissão, ele dedicou boa parte da vida à instalação de portas e, mesmo aposentado, ainda realizava pequenos serviços para conhecidos.
Foi justamente tentando ajudar um antigo cliente que ele acabou se colocando em risco. De acordo com a família, o idoso chegou a relutar, afirmando que já não trabalhava mais, mas decidiu atender ao pedido para não deixar o conhecido na mão.
Durante o serviço, realizado em uma residência na Avenida Dr. Gastão Vidigal, ele foi atacado por dois cães da raça pitbull.
Recuperação lenta e cheia de desafios
Agora, a rotina da família gira em torno da recuperação do idoso, que ainda exige atenção constante e cuidados diários.
O caminho até uma possível reabilitação completa ainda é incerto, mas cada pequeno avanço é comemorado como uma vitória.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade na guarda de animais de grande porte e os cuidados necessários para evitar tragédias como essa.






