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JULGAMENTO CHOCANTE: Mãe e padrasto voltam ao banco dos réus pela morte de menina em Penha

Divulgação

Um crime brutal que abalou Penha volta ao centro das atenções. A Justiça marcou para o dia 9 de junho o novo julgamento da mãe e do padrasto acusados de matar a menina Júlia Luany Aymone Alves, de 12 anos.

O caso, que se arrasta desde 2015, teve o primeiro julgamento anulado após decisão considerada contrária às provas.

O assassinato aconteceu em 20 de fevereiro daquele ano, em uma casa na Praia Grande. Júlia foi encontrada morta na sala, com ferimentos no pescoço e no tórax causados por faca.

A cena chamou atenção dos investigadores: não havia sinais de arrombamento nem indícios de invasão, o que colocou em dúvida a versão apresentada pelos acusados.

A perícia apontou ainda que a arma do crime possuía impressões digitais da própria mãe, além de outras inconsistências nos depoimentos.

A versão de que um suposto ladrão teria cometido o crime foi considerada incompatível com as evidências reunidas ao longo da investigação.

No julgamento realizado em 2025, a mãe foi beneficiada pela negativa de autoria, enquanto o padrasto acabou absolvido.

No entanto, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina entendeu que os jurados ignoraram provas importantes, como laudos periciais e contradições claras, classificando a decisão como sem base legal e determinando um novo júri.

Os laudos também indicam que houve tentativa de ocultar provas após o crime, incluindo a alteração da cena e a lavagem da faca utilizada, reforçando a suspeita de que o assassinato ocorreu após uma discussão dentro da casa.

O Ministério Público acusa os dois por homicídio qualificado. Mesmo com a gravidade do caso, ambos seguem em liberdade enquanto aguardam o novo julgamento, que será realizado na comarca de Balneário Piçarras.

Mais de uma década depois, o caso ainda causa revolta e comoção na região. A expectativa agora é que o novo julgamento traga respostas definitivas para um crime que marcou a história da cidade.