Ex-presidente ficará 90 dias em casa para tratar broncopneumonia; decisão pode ser revista
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro volte a cumprir pena em prisão domiciliar por um período de 90 dias.
A decisão atende a um pedido da defesa e leva em conta o estado de saúde do político, que está se recuperando de um quadro de broncopneumonia. Após esse prazo, o ministro deve reavaliar se Bolsonaro continuará em casa ou retornará ao sistema prisional.
A medida também teve apoio da Procuradoria-Geral da República. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a situação clínica do ex-presidente exige “atenção constante”.
Bolsonaro, de 71 anos, está internado na UTI do Hospital DF Star, após apresentar complicações respiratórias. Segundo informações, ele já apresenta melhora no quadro.
Condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente estava detido na unidade prisional conhecida como “Papudinha” antes da internação.
Essa não é a primeira vez que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. No ano passado, ele já havia sido beneficiado com a medida após descumprir determinações judiciais — episódio que ficou marcado por uma tentativa de romper a tornozeleira eletrônica.
Agora, a nova decisão reacende o debate sobre saúde de presos e o uso da prisão domiciliar em casos considerados delicados.






