Um coronel aposentado da Polícia Militar é acusado de ter ameaçado uma mulher em Balneário Camboriú com frases de teor violento, incluindo “vou te quebrar ao meio” e “vou te fod..”.
O caso ganhou repercussão após o registro de boletim de ocorrência e a divulgação de áudios atribuídos ao militar reformado Evaldo Hoffmann, nos quais ele aparece xingando e intimidando a vítima.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou ter sido alvo de agressões verbais durante uma ligação telefônica.
Conforme o registro, além dos xingamentos, houve ameaça direta de agressão física.
A vítima é presidente de uma associação de moradores e também atua em um conselho comunitário de segurança da cidade.
De acordo com o relato, a confusão teria começado após uma reunião comunitária com representantes da Polícia Militar para discutir problemas de desordem envolvendo adolescentes.
O encontro ocorreu sem a presença do coronel aposentado, que teria tomado conhecimento da reunião posteriormente.
Após isso, segundo a vítima, começaram ataques em redes sociais e, na sequência, a ligação telefônica com as ameaças.
A mulher afirmou à polícia que a conversa foi gravada e que pretende representar criminalmente contra Hoffmann.
Ainda conforme o boletim, ela disse estar com medo e optou por não dar entrevistas naquele momento.
Procurado à época, Hoffmann divulgou nota afirmando que a ligação foi feita na condição de morador do bairro e não no exercício de função pública.
Ele reconheceu que elevou o tom, disse que usou palavras excessivas e alegou ter pedido desculpas posteriormente. Segundo ele, as declarações não refletiriam seu comportamento habitual.
O episódio chegou à Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú e foi duramente criticado pelo vereador Jair Renan Bolsonaro.
Em discurso na tribuna, ele classificou o coronel aposentado como “covarde” e afirmou ter tido acesso ao áudio da ligação.
“É assustador o ponto que o coronel chegou por questão de poder”, declarou o parlamentar, cobrando um posicionamento público em defesa da mulher que denunciou as ameaças.
A mulher citada pelo vereador confirmou que foi xingada e ameaçada, disse ter registrado boletim de ocorrência e guardado áudios e vídeos que, segundo ela, comprovam os fatos.
Ela informou que, por orientação pessoal, não pretende se manifestar publicamente.
O caso segue sob apuração, com base no boletim de ocorrência e no material apresentado pela vítima.
Até o momento, não há informação pública sobre eventual conclusão da investigação ou oferecimento de denúncia. (Com informações Jornal Razão)






