A caminhada de protesto realizada neste domingo (25), em memória da servidora pública Daiane Simão da Costa, de 33 anos, assassinada a tiros em Balneário Piçarras, foi marcada por dor, silêncio e indignação — e também pela ausência de representantes políticas eleitas do município.
O ato não contou com a presença da primeira-dama de Balneário Piçarras e pré-candidata a deputada estadual, Andressa Pêra, nem das vereadoras Dalva Teixeira e Adriana Fortunato, a Drica.
A falta das lideranças chamou a atenção de participantes e integrantes de movimentos sociais que acompanharam a mobilização, principalmente, por refletir a falta de investimentos em políticas públicas de proteção a mulheres vítimas de violência.
Questionada sobre os possíveis motivos da ausência, a presidente do Coletivo de Mulheres em Ação (CMBA), Regina Santos da Silva, evitou comentar diretamente, mas fez uma crítica velada à postura das chamadas “representantes populares”.
“A gente não tem nada a comentar sobre esse assunto. Somos uma ONG (Organização Não Governamental) e cada um tem sua consciência”, regina santos silva, presidente do cmba
EMOÇÃO, REVOLTA E PEDIDOS DE JUSTIÇA
A caminhada reuniu moradores e manifestantes de Balneário Piçarras, Penha, Barra Velha e Itajaí. Cartazes com mensagens de protesto, pedidos por justiça e cobranças por mais proteção às mulheres foram exibidos ao longo do percurso. O clima foi de luto coletivo, marcado por lágrimas, abraços e gestos de solidariedade.
Um dos momentos mais impactantes do ato foi a intervenção simbólica com a exposição de calçados de vítimas de violência em Santa Catarina.
A instalação começou na Praça Lauro Zimmermann, em Penha, e foi levada até a frente da unidade policial de Balneário Piçarras, localizada na rua Albano Schultz, no Centro. A ação chamou a atenção para a gravidade e a recorrência da violência contra mulheres no estado.
O protesto percorreu o trajeto entre a Praia Alegre, em Penha, e o Centro de Balneário Piçarras, em memória de Daiane Simão da Costa, assassinada no último dia 17, em frente à base da Polícia Militar do município.
O crime gerou forte comoção regional e reacendeu o debate sobre políticas públicas, proteção às mulheres e o papel das autoridades diante de casos de violência extrema.


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