Uma jovem indiana de 21 anos realizou um “casamento simbólico” com o corpo do namorado, Saksham Tate, de 25 anos, durante o funeral do jovem, assassinado em 25 de novembro, na cidade de Nanded, na Índia.
Aanchal Mamidwar acusou o próprio pai, dois irmãos e outros dois homens de envolvimento no crime. Segundo a jovem, o ataque teria sido premeditado pelos familiares, que não aceitavam o relacionamento do casal.
De acordo com o relato de Aanchal a portais locais, Saksham foi baleado e, em seguida, espancado com pedras. O casal mantinha um relacionamento há cerca de três anos, mas enfrentava resistência das famílias, já que ele era budista e ela, hindu.
Ainda conforme a jovem, o pai, Ganesh Mamidwar, a pressionava para encerrar o relacionamento, alegando diferenças religiosas e de posição social.
As autoridades indianas informaram que seis pessoas foram acusadas por homicídio e outros crimes relacionados ao caso. As investigações seguem em andamento.
Rituais durante o funeral
Durante a cerimônia, Aanchal realizou rituais tradicionalmente ligados ao casamento hindu, como a aplicação de haldi e kumkum no corpo do namorado.
Ao final do ritual, ela teria afirmado que agora “eles não podem mais ser separados”, conforme divulgou o portal internacional Daily Star.
Após o episódio, a jovem teria rompido contato com seus familiares e se mudado para a casa da mãe de Saksham.
O caso provocou comoção e debate nas redes sociais e na mídia indiana, especialmente sobre conflitos familiares, intolerância religiosa e violência motivada por diferenças culturais.






